Sem categoria

O Livro como Campo de Batalha: meu novo artigo no Boletim da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra


27 ago

É com grande satisfação que partilho a publicação do meu mais recente artigo, “Cartografia dos Poder(es): O Livro como Território de Disputa no Universo Lusófono”, no volume 55 (2025) do Boletim da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.

A convocatória para este volume, subordinada ao tema «História do Livro e da Edição: objetos, problemas e rumos», sob a coordenação do Professor Nuno Medeiros, proporcionou o espaço perfeito para desenvolver uma reflexão que há muito me acompanha: a de que o livro é muito mais do que um objeto cultural ou uma mercadoria. Ele é, antes de tudo, um campo de poder.

O que o artigo propõe

Neste trabalho, investigo a interseção entre livro e poder(es) ao longo da história da edição lusófona. A pergunta que orienta a pesquisa é: como estruturas económicas, estratégias editoriais e escolhas simbólicas moldaram não apenas o que lemos, mas como lemos?

A análise articula o paradigma do “livro como negócio” — com a sua lógica de concentração, lucro e padronização — com a sua dimensão de agente de resistência cultural. Examino casos concretos de controvérsias editoriais, censura, a formação do mercado e a circulação de ideias críticas, sempre com um olhar atento ao universo lusófono.

Um olhar interdisciplinar sobre o livro e o poder

Através de uma abordagem que combina história editorial, sociologia da literatura e teoria cultural, procurei revelar os mecanismos subtis de poder incorporados no objeto-livro, desde o mecenato régio e a censura inquisitorial até à concentração dos conglomerados editoriais contemporâneos e ao domínio das plataformas digitais.

A conclusão a que chego é que, no espaço lusófono, o livro deve ser compreendido como um território em disputa permanente, atravessado por interesses políticos, económicos e ideológicos, mas também como um lugar de invenção cultural e de resistência.

Acesso e leitura

O artigo está disponível em acesso aberto e pode ser lido na íntegra através do link:
 https://impactum-journals.uc.pt/bbguc/article/view/17162

A publicação completa deste volume do Boletim também pode ser acedida em:
 https://impactum-journals.uc.pt/bbguc/issue/view/1071/525

Agradeço desde já a todos os que se interessarem pelo tema. A reflexão sobre o livro e o poder é, a meu ver, uma reflexão sobre o futuro das nossas sociedades e da memória coletiva.

Fico à disposição para diálogos e comentários. Boas leituras!

Wagner Merije (Wagner Rodrigues Araújo)
PHD (Doutor) em Letras pela Universidade de Coimbra

Share

Wagner Merije homenageia Saramago no FOLIO 2025: 30 anos de Ensaio sobre a Cegueira — Fronteiras da Visão e da Esperança


07 out

O Festival Literário Internacional de Óbidos — FOLIO 2025 — volta a reunir grandes nomes da literatura mundial, investigadores, pensadores e artistas num dos mais prestigiados encontros de ideias do mundo lusófono em Portugal. Entre os participantes da edição deste ano está Wagner Merije, escritor, jornalista e investigador da obra de José Saramago, que apresentará a comunicação 30 anos de Ensaio sobre a Cegueira: Fronteiras da Visão e da Esperança.

Nesta sua segunda apresentação no FOLIO (antes já havia se apresentado em 2023), Wagner Merije propõe uma leitura crítica e poética de um dos romances mais emblemáticos de Saramago, publicado em 1995. Três décadas depois, o autor português continua a lançar luz sobre os dilemas contemporâneos — da crise ambiental à indiferença social, das pandemias ao avanço dos autoritarismos. O investigador, doutorado em Literatura de Língua Portuguesa pela Universidade de Coimbra com um tese sobre José Saramago, revisita essas “fronteiras” da visão e da esperança com uma abordagem interdisciplinar, cruzando literatura, filosofia, ética e política.

Com uma perspectiva que une análise literária e jornalismo investigativo, Wagner Merije explora como Ensaio sobre a Cegueira antecipa o colapso das instituições e propõe um projeto coletivo de sobrevivência fundado na solidariedade e no cuidado. “A verdadeira cegueira, em Saramago, não é física, mas ética — e continua a nos desafiar a ver o outro e o mundo com lucidez crítica”, explica o autor, que representa uma nova geração de estudiosos da obra saramaguiana, combinando rigor acadêmico com sensibilidade artística e um olhar voltado para os cruzamentos entre literatura e mundo contemporâneo.

A palestra de Wagner Merije integra a programação científica e educativa do FOLIO, ao lado de autores, acadêmicos e criadores reconhecidos internacionalmente, incluindo vencedores do Prémio Nobel e pesquisadores de renome em literatura comparada, filosofia e artes visuais.


Mais informações: Folio 2025 – Programa e foliofestival.pt

Share

Flamingos – Mostra Virtual de Arte por Wagner Merije


13 ago

Erguidos sobre pernas delicadas, em equilíbrio entre o céu e a água, os flamingos carregam o silêncio dos manguezais e a dança das marés. São aves que parecem inventadas pela imaginação: rosas como o pôr do sol, altivas como esculturas vivas, frágeis e, ao mesmo tempo, resistentes como a própria natureza.

Nas criações de Wagner Merije, o flamingo é mais do que um animal raro — é símbolo de metamorfose, de beleza improvável, de existência que desafia o banal. Cada imagem é convite a pensar sobre a graça no desajuste, sobre a harmonia nas assimetrias, sobre a poesia escondida nas cores do mundo.

Aqui, a arte espelha a vida: delicada, estranha, surpreendente. E convida-nos a mergulhar em diálogos que atravessam fronteiras, fundindo natureza e imaginação, sonho e realidade.

No encontro entre o olhar do artista e o voo dos flamingos, descobre-se um território onde habita a possibilidade do encantamento.

Como afirma Merije: “minha arte fazer parte, minha parte fazer arte.”

Esta mostra é um voo de cores e sentidos, uma travessia poética onde cada flamingo se torna metáfora de nós mesmos — seres em busca de equilíbrio, beleza e liberdade.

Share

No mundo de Freud – Mostra Virtual de Arte por Wagner Merije


20 maio

Entrar neste mundo é atravessar a porta do inconsciente. As imagens criadas por Wagner Merije convidam a explorar territórios onde razão e sonho se entrelaçam, onde o que é recalcado encontra forma e cor. Aqui, o olhar não se limita ao visível — ele mergulha nas profundezas da psique, nas zonas de sombra que habitam cada um de nós.

As obras não ilustram Freud, mas dialogam com ele: revelam desejos ocultos, memórias fragmentadas, pulsões que insistem em permanecer vivas. Cada composição é um espelho quebrado que, ao refletir-nos, devolve mais perguntas do que respostas.

É arte que inquieta, que provoca, que convida à introspeção e ao confronto com aquilo que não ousamos nomear. Entre surrealismo, símbolos e fragmentos, abre-se um campo de forças onde estética e psicanálise se encontram.

Esta mostra é uma viagem interior, um mergulho nas águas turvas do inconsciente, onde cada imagem se converte em chave para decifrar os enigmas da alma.

Como afirma Merije: minha arte fazer parte, minha parte fazer arte.

Share

Peace Experience Day_Family Day


02 abr

Um Dia de Conexão, Harmonia e Alegria

No ritmo acelerado do quotidiano, encontrar momentos de paz e conexão torna-se essencial. O Peace Family Day é um convite para desacelerar, respirar e fortalecer os laços com aqueles que amamos, num ambiente acolhedor e inspirador.

Através de uma programação cuidadosamente desenhada, este evento reúne práticas de Yoga, Meditação, Música e Expressão Criativa, proporcionando experiências que nutrem o corpo, a mente e o espírito. Criado para todas as idades, o Peace Family Day oferece atividades para pais, filhos, avós, amigos – um verdadeiro encontro de gerações onde a harmonia e o bem-estar são celebrados.

Seja através de uma sessão de Yoga em Família, de uma vivência musical vibrante ou de momentos de silêncio e contemplação, este dia pretende cultivar a serenidade e a alegria no coração de cada participante.

Junta-te a nós nesta experiência única e transforma um simples dia num momento memorável de conexão e paz.

Share

Naquela tarde explodiram dentro de nós as vozes da revolução


06 maio

5.ª edição do Ciclo de Teatro e Artes Performativas MIMESIS da Universidade de Coimbra

apresenta

Naquela tarde explodiram dentro de nós as vozes da revolução

Sinopse: É fim de tarde. A notícia de que na capital a revolução começou e que os ditadores que há anos mantinham-se no poder foram derrubados e presos provocam diferentes reações. Um grupo de pessoas decide reunir-se num sítio secreto, à luz de velas, para discutir a criação de uma peça de teatro que desse conta das mudanças resultantes da revolução e do que seria da vida delas dali por diante. Um projeto inserido nas celebrações dos 50 anos da Revolução dos Cravos em Portugal.

Escrito e Concebido por Wagner Merije

Com: Hélder Grau Santos, Paula Vilela, Pedro Seixas e Vitor Raposo

Data: 26/05/2024  – Hora: 17:00 – Entrada livre

Local: Grémio Operário de Coimbra

Atividade paralela

Titulo: 50 anos do 25 de Abril: Memórias e Testemunhos

Data: 26/05/2024 – Hora: 18:00 – Entrada livre

Local: Grémio Operário de Coimbra

Sinopse: Trata-se de uma conversa que reunirá as novas e antigas gerações para dialogar sobre o 25 de Abril de 1974, quando eclodiu a Revolução dos Cravos em Portugal.

Apoio: Universidade de Coimbra

Realização: Motivos Alternativos & Aquarela Brasileira

Informações: faleaquarela@gmail.com

Share

É Urgente Acordar! — Uma Performance Impactante no Ciclo MIMESIS


04 jun

No âmbito da 2ª Edição do Ciclo de Teatro e Artes Performativas MIMESIS, promovido pela Universidade de Coimbra, a artista Xana Eloy Nogueira apresenta a performance É Urgente Acordar!, um convite à reflexão crítica sobre as questões sociais que continuam a desafiar a Humanidade.

Combinando materiais diversos, música e texto, a criação constrói uma narrativa imersiva, um verdadeiro grito de alerta que transforma o espaço em palco de consciência e sensibilidade.

Local: Casa das Artes Bissaya Barreto
Data: 4 de junho de 2021
Hora: 18h

Sobre a artista:
Xana Eloy Nogueira (Maria Alexandra Reis Eloy Taborda Nogueira), natural de Coimbra, é licenciada em Escultura pela ARCA e professora de Artes Visuais na Escola Secundária José Falcão. O seu percurso cruza artes plásticas, performances e instalações, sempre em diálogo com temas sociais e humanos urgentes.

Produção:
Aquarela Brasileira

Fotografia de cena:
Wagner Merije

Share

Família MVMob


09 fev

www.mvmob.com.br


A família cresceu: além do Mobinho, agora a farra conta com a Pho, o Viddy, o Prof. Chip e o Audim.

Share

Minha Vida Mobile – MVMob


09 fev

www.mvmob.com.br


Vc conhece o Mobinho? Aproveite a oportunidade e vá até www.mvmob.com.br
Este é o mascote do MVMob, projeto do qual tenho muito orgulho de estar à frente.

Share

Merije

Vlog do Wagner Merije


Translate »