Diário

BRINCAR DE GUERRA SEM CONHECER AS CONSEQUÊNCIAS / PLAYING AT WAR WITHOUT KNOWING THE CONSEQUENCES


16 jan

Quem ousa enganar o cérebro, óh divina máquina de sangue e sinapse?

Quem tenta subornar a razão com o ouro barato da propaganda?

Eu vi os auto-aclamados senhores da guerra brincando de xadrez com continentes,

suas mãos limpas, seus ternos impecáveis, seus sorrisos refrigerados.

Nunca uma bomba lhes rasgou o telhado da infância.

Nunca a sirene lhes partiu o jantar ao meio.

Eles negociam vidas em telas de cristal líquido,

enquanto tomam café gourmet em copos de cerâmica cara.

Ah, nação blindada por dois oceanos de ilusão!

Teu solo nunca gemeu sob as botas do invasor.

Tuas cidades nunca foram um palco de escombros e gemidos.

Tuas mães nunca tiveram de escolher qual filho esconder nos esgotos.

Tuas guerras são exportadas, como Coca-Cola e blue jeans,

brinquedos letais para testar em quintais alheios.

Enquanto isso, do outro lado do espelho do mundo,

existem nações que são cemitérios com bandeiras.

Povos que carregam a memória nas cicatrizes da terra,

no sabor do pão que ainda sabe a pólvora e lágrima.

Lugares onde cada avô é um livro de história ambulante,

cada rua tem um nome que é um epitáfio,

cada riso contém a sombra de um choro engolido.

Esses sabem.

Sabem que a guerra cheira a carne queimada e concreto esfarelado.

Sabem que a tecnologia é uma deusa caprichosa que falha

quando a neve cai e o óleo congela.

Sabem que o heroísmo não tem soundtrack épico,

apenas o silêncio aterrador entre uma explosão e a próxima.

Mas vocês, óh doutores do apocalipse de escritório,

formados em manuais e mentiras,

criados no seio da indústria do entretenimento violento,

acham que a guerra é um videogame com direito a replay.

Seus generais de salão, polidos em academias de retórica,

seriam postos de escanteio num campo real,

onde a estratégia se escreve com sangue no barro,

não com tinta em relatórios de PowerPoint.

Que arrogância cósmica, achar-se invencível!

Que temeridade de criança com um fósforo numa fábrica de pólvora!

O perigo não está no poderio, mas na ignorância revestida de confiança,

Está na elite que joga poker com ogivas nucleares

pensando que o blefe é uma tática eterna.

Ouçam o aviso que vem dos escombros da História:

o primeiro míssil que cruzar o oceano de volta

não será interceptado por um filme de Hollywood.

O fogo que vocês ateiam com tanta leviandade

não respeitará portões de comunidades fechadas.

A realidade não faz distinção entre o belicista e seu filho.

Entre o estrategista e sua mansão à beira-mar.

No dia em que o inferno descer do céu que vocês poluem,

não haverá tempo para discursos patrióticos.

Apenas o estrondo final, convertendo impérios em estacionamentos,

metrópoles em urnas de concreto, sonhos em cinza radioativa.

Pois essa é a verdadeira consequência da brincadeira de quem nunca chorou uma guerra:

vocês não temem a morte porque nunca a viram de perto.

Mas ela virá.

E quando vier, não trará bandeiras, nem glória, nem hashtags.

Trará apenas o silêncio absoluto,

e o último pensamento de uma civilização que,

no auge de seu poder,

aprendeu tarde demais o significado da palavra

dor.

Um poema em processo de Wagner Merije

PLAYING AT WAR WITHOUT KNOWING THE CONSEQUENCES

Who dares deceive the brain, oh divine machine of blood and synapse?

Who tries to bribe reason with the cheap gold of propaganda?

I have seen the self-styled warlords playing chess with continents,

their hands clean, their suits impeccable, their smiles refrigerated.

Never has a bomb torn open the roof of their childhood.

Never has a siren split their supper in two.

They trade lives on liquid crystal screens,

while sipping gourmet coffee from costly ceramic cups.

Ah, nation armoured by two oceans of illusion!

Your soil has never groaned beneath an invader’s boot.

Your cities have never been a stage of rubble and moans.

Your mothers have never had to choose which child to hide in the sewers.

Your wars are exported, like Coca-Cola and blue jeans,

lethal toys to test in other people’s backyards.

Meanwhile, on the other side of the world’s mirror,

there are nations that are cemeteries with flags.

Peoples who carry memory in the scars of the land,

in the taste of bread that still recalls gunpowder and tears.

Places where every grandfather is a walking history book,

every street bears a name that is an epitaph,

every laugh holds the shadow of a swallowed sob.

They know.

They know war smells of burnt flesh and crumbled concrete.

They know technology is a capricious goddess who fails

when snow falls and oil freezes.

They know heroism has no epic soundtrack,

only the terrifying silence between one explosion and the next.

But you, oh desk-bound doctors of the apocalypse,

trained in manuals and lies,

raised in the bosom of the violent entertainment industry,

you think war is a videogame with a replay option.

Your parlour generals, polished in rhetoric academies,

would be sidelined on a real field,

where strategy is written with blood in the mud,

not with ink in PowerPoint reports.

What cosmic arrogance, to believe yourselves invincible!

What recklessness of a child with a match in a powder keg!

The danger lies not in might, but in ignorance clad in confidence,

It lies in the elite playing poker with nuclear warheads

thinking bluff is an eternal tactic.

Hear the warning that comes from the rubble of History:

the first missile to cross the ocean in return

will not be intercepted by a Hollywood film.

The fire you light with such levity

will not respect gated community gates.

Reality makes no distinction between the warmonger and his child.

Between the strategist and his seafront mansion.

On the day hell descends from the sky you pollute,

there will be no time for patriotic speeches.

Only the final roar, converting empires into car parks,

metropolises into concrete urns, dreams into radioactive ash.

For this is the true consequence of playing games when you have never wept a war:

you do not fear death because you have never seen it up close.

But it will come.

And when it comes, it will bring no flags, nor glory, nor hashtags.

It will bring only absolute silence,

and the final thought of a civilisation that,

at the height of its power,

learned too late the meaning of the word

pain.

A poem in process by Wagner Merije

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Ulysses & Orpheu na celebração Unt1tled #Format — uma viagem artística entre gesto, matéria e manifesto


04 dez

Coimbra prepara-se para uma das celebrações estéticas mais inesperadas, mais exuberantes e mais deliciosamente barrocas do calendário artístico de 2025. A Galeria ESTALEIRO, o Movimento Analogic Pixel e o artista Pedro Góis abrem as portas — e todos os sentidos — para a inauguração da exposição Unt1tled #Format, um território onde o gesto manual desafia a velocidade do digital e onde cada traço recupera a respiração da matéria.

Entre o mistério do programa, as coordenadas semi-cósmicas do evento e a promessa de uma experiência que pode “descambar” numa festa épica, há uma certeza luminosa: a presença do duo Ulysses & Orpheu, formado por Hélder Grau Santos e Wagner Merije.

Convidados para atuar num dos momentos centrais da programação, Ulysses & Orpheu levam a palco uma combinação intensa de poesia, manifesto e música, entrelaçando palavra e sonoridade num registo experimental que dialoga com o universo visual de Pedro Góis. A sua performance adiciona emoção, ritmo e reflexão a um encontro pensado para celebrar o poder do gesto, da arte e da criação coletiva.

O público pode esperar vibração, risco, surpresa e aquele toque de celebração poética que o duo vem afinando ao longo dos anos em apresentações multidisciplinares pelo Brasil e por Portugal.

Data: Sábado, 06 de dezembro de 2025

Coimbra, Portugal

Horário:
16:31 — Inauguração / Vernissage
21:21 — Encerramento
21:31 — Jantar-Comemoração
Local: Coimbra, Portugal

Um evento para quem procura arte com pulsação própria e um encontro raro entre criadores que fazem do inesperado uma forma de beleza.

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O Vinho Como Obra de Arte


01 dez

O Centro Cultural Penedo da Saudade inaugura a 18 de novembro, pelas 18h00, a exposição “O Vinho como Obra de Arte”, da autoria de Wagner Merije.

E para celebrar a ocasião está prevista prova de vinhos da marca Rosé Quadrivium da Fundação ADFP.

Desde os tempos mais antigos, o vinho acompanha a humanidade como símbolo de celebração, espiritualidade e partilha. Há mais de 8.000 anos, nas encostas da Geórgia, na região do Cáucaso, já se cultivavam vinhas para transformar as uvas em bebida. No Egipto, o vinho foi associado a rituais sagrados; na Grécia Antiga, Dioniso tornou-se o deus da embriaguez criativa; em Roma, o néctar corria nos banquetes que exaltavam o prazer e a abundância. Ao longo da Idade Média, os mosteiros preservaram o cultivo da vinha, elevando o vinho à condição de metáfora do sagrado. Hoje, o vinho é cultura, arte e identidade de povos inteiros.

A exposição “O Vinho como Obra de Arte” é uma homenagem a este percurso milenar e a todos aqueles que transformam a uva em poesia líquida. Aqui, as garrafas deixam de ser apenas recipientes: tornam-se protagonistas visuais, reimaginadas por Wagner Merije como esculturas pictóricas adornadas com flores monumentais, rostos enigmáticos e paisagens sensoriais. Cada obra abre uma janela para um diálogo entre tradição e contemporaneidade, evocando a intensidade cromática de Van Gogh, as formas reinventadas de Picasso e a minúcia de David Bailly.

As imagens são apresentadas em diferentes suportes e acompanhadas por frases poéticas sobre o vinho em português, inglês, espanhol e francês, ampliando o diálogo entre culturas e sensibilidades.

Este é um universo onde o vinho é transformado em arte — com sofisticação, emoção e inovação estética. Nas palavras do criador: “Imagens que bebem da essência do vinho, revelando histórias entre tintos, brancos e olhares. Um brinde à arte que enche a taça da vida.”

Sobre o CCPS

O Centro Cultural Penedo da Saudade foi criado em 2019, no âmbito do projeto cultural do Instituto Politécnico de Coimbra, Portugal. Conta com uma programação diversificada, com destaque para exposições, concertos, palestras, filmes, peças de teatro e oficinas temáticas.

Visitas podem ser feitas de terça-feira a sexta-feira, das 15h00 às 20h00, e ao fim-de-semana das 15h00 às 19h00, com entrada livre.

Sobre a prova de vinhos

A sessão inclui uma prova de vinhos da marca Rosé Quadrivium da Fundação ADFP, um vinho que simboliza arte, solidariedade e território. O vinho Rosé Quadrivium foi criado pelo enólogo convidado Igor Lima no âmbito da II Residência Artística de Enólogos da Fundação ADFP. A residência teve como objetivo promover a criatividade, a partilha de conhecimento e a valorização do vinho como expressão cultural e social, unindo enólogos de diferentes origens ao projeto inclusivo da Fundação.

Sobre o criador da exposição

Wagner Merije é um artista multimédia com cidadania brasileira e portuguesa, cujas criações transcendem fronteiras e disciplinas. Doutorado em Letras pela Universidade de Coimbra, integra nas suas obras as artes visuais, a literatura, a música, o cinema, a fotografia, a dança e o teatro, criando experiências sensoriais que desafiam os limites tradicionais da arte.

Ao longo da sua trajetória, Merije participou em exposições e projectos culturais em diversos países — incluindo o Brasil, Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Estados Unidos, Formosa e outros — destacando-se no panorama da arte contemporânea. As suas criações encontram-se em colecções particulares e têm sido reconhecidas pela capacidade de provocar reflexão e emoção.

Para além do trabalho artístico, Merije é escritor e editor de diversas obras literárias, incluindo títulos de sua autoria como Torpedos (2012), Mobimento – Educação e Comunicação Mobile (2012), finalista do Prémio Jabuti, Cidade em Transe (2015), Sol do Novo Mundo (2022) e Um Furacão em Lisboa (2025), entre outros. É também conhecido pelas suas colaborações em projectos colectivos como Coimbra em Palavras (2018), Coimbra em Imagens (2019) e São Paulo em Palavras (2017), que exploram as múltiplas facetas das cidades e das suas culturas.

Nas suas exposições, Merije transforma objectos do quotidiano em obras de arte imersivas, convidando o público a viver uma experiência sensorial única. A sua abordagem inovadora e sensível à estética e à emoção torna cada peça uma janela para novas percepções e interpretações.

Todas as obras estão disponíveis para aquisição.
Mais informações através do e-mail: artbloxtone@gmail.com

Conheça o trabalho visual do autor em Fotografia e arte de Wagner Merije

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Trovar a Liberdade — Um encontro criativo com o legado de Zeca Afonso


20 nov

Trovar a Liberdade com Zeca Afonso propõe um mergulho sensível e vigoroso no universo de uma figura maior da música e da resistência em Portugal. O espetáculo recupera a força poética, a inquietação ética e a pulsação humana da sua obra, revelando a atualidade das suas palavras e melodias num tempo que continua a convocar a liberdade e o pensamento crítico.

Recorrendo a uma combinação de declamação, interpretação vocal e ambiente sonoro imersivo, Trovar a Liberdade com Zeca Afonso convida o público a escutar Zeca com novos ouvidos e a reencontrar, nos seus versos, a esperança e a coragem que atravessam gerações.

A direção artística e a composição da trilha sonora são assinadas por Wagner Merije, que constrói uma atmosfera contemporânea, íntima e emocionalmente envolvente, sustentando cada momento com sensibilidade e respeito pelo espírito original da obra de Zeca Afonso.

A interpretação de Fernando Franco, intensa e profundamente expressiva, dá corpo e voz aos poemas e canções, criando um espaço vivo de memória e reinvenção.

Trovar a Liberdade com Zeca Afonso é um tributo luminoso a um criador essencial, mas é também um convite à reflexão, ao encontro e ao gesto de manter viva a chama da liberdade — nas artes, na sociedade e na vida.

O espetáculo faz parte da programação do prestigiado Ciclo Orphika 2025 da Universidade de Coimbra.

Local: Liquidâmbar – Praça da República – Coimbra, Portugal
Data e horário: 25 de novembro de 2025 — 21h30
Entrada livre

Realização: Motivos Alternativos & Aquarela Brasileira

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Zeca Afonso entre Coimbra e Setúbal: um reencontro poético e musical


24 out

Entre as cidades de Coimbra e Setúbal, em Portugal, dois lugares que marcaram profundamente a vida e a arte de José Afonso, nasce um espetáculo que celebra o homem, o poeta e o símbolo da liberdade.

“Zeca Afonso entre Coimbra e Setúbal” é um projeto performativo que presta homenagem a uma das figuras mais inspiradoras da cultura portuguesa do século XX. Através de uma abordagem contemporânea e sensível, o espetáculo convida o público a revisitar o universo de Zeca, unindo música, palavra e emoção num diálogo vivo entre passado e presente.

Com declamação e interpretação vocal de Fernando Franco e composições musicais e arranjos de Wagner Merije, o espetáculo propõe uma leitura renovada da obra de Zeca Afonso, incluindo poemas pouco conhecidos e nunca musicados e até textos inéditos criados especialmente para esta homenagem.
Entre sons, versos e imagens, o público é conduzido por uma viagem afetiva que liga o fado de Coimbra — raiz da sua criação — à canção de intervenção e à liberdade cantada em Setúbal.

Zeca nasceu em Aveiro (1929), estudou e viveu longos anos em Coimbra, cidade onde ensaiava no Grémio Operário, poucos metros da sua casa na Rua da Ilha, junto à Sé Velha. Em Setúbal, onde viveu a partir de 1967, fundou o Círculo Cultural de Setúbal, importante centro de resistência e criação artística. Faleceu na mesma cidade, em 1987, e hoje é lembrado na Casa da Cultura de Setúbal, cujo auditório leva o seu nome — Sala José Afonso.

“O fado de Coimbra é a raiz de toda a música do Zeca”, afirmou Teresa Alegre Portugal — e é precisamente essa raiz que o espetáculo recupera, para transformar em flor e futuro.

Datas e locais
Sábado, 1 de novembro de 2025Casa da Cultura de Setúbal
Domingo, 2 de novembro de 2025Grémio Operário de Coimbra

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Fotografia e arte de Wagner Merije


29 set

A fotografia é revelação e mistério, e muito já se falou sobre esta arte de duzentos anos. Henri Cartier-Bresson uma vez disse: Fotografar, é colocar na mesma linha, a cabeça, o olho e o coração.” Já Machado de Assis escreveu: “O olho do homem serve de fotografia ao invisível, como o ouvido serve de eco ao silêncio.”

A criatividade humana é inesgotável. A capacidade de utilizar técnicas, suportes, expressões, linguagens, materiais, sentidos, sentimentos para a produção de Arte não caberá, nunca, num conceito, numa definição ou numa explicação.

“A arte não é apenas uma representação do que as coisas são, mas também ao que parecem ser, o verossímil, ou ao que deveriam ser, o ideal.” (Aristóteles)

“A arte produz, sem dúvida, o prazer estético, que é puro prazer de reflexão e não prazer de fruição. Mas a natureza produz muito mais este puro prazer.” (Kant)

“Uma obra de arte é ao mesmo tempo um objeto e uma ideia. A arte é um meio destinado a facilitar o conhecimento que constitui o prazer estético.” (Schopenhauer)

“Apenas a arte apresenta, em cada época, uma imagem ‘definitiva’ do mundo (…). Por suas dimensões cognitivas, éticas, políticas, etc., a arte remete a todas as dimensões da vida”. (Rochlitz, O Desencantamento da Arte)

“Toda obra de arte é, tanto primeiramente como em última análise, unidade indissociável do sentido e do sensível”. (Michel Haar, A Obra de Arte: Ensaios Sobre a Antologia das Obras)

“Nenhum povo existe no mundo sem arte”. (Gombrich, 2015)

Multimedia Suprasensorial

Wagner Merije é um artista multimédia com cidadania brasileira e portuguesa, cujas criações transcendem fronteiras e disciplinas. Doutorado em Letras pela Universidade de Coimbra, integra nas suas obras as artes visuais, a literatura, a música, o cinema, a fotografia, a dança e o teatro, criando experiências sensoriais que desafiam os limites tradicionais da arte.

Ao longo da sua trajetória, Merije participou em exposições e projetos culturais em diversos países — incluindo o Brasil, Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Estados Unidos, Formosa e outros — destacando-se no panorama da arte contemporânea. As suas criações encontram-se em colecções particulares e têm sido reconhecidas pela capacidade de provocar reflexão e emoção.

Nas suas mostras e exposições, Merije transforma objetos do quotidiano em obras de arte imersivas, convidando o público a viver uma experiência sensorial única. A sua abordagem inovadora e sensível à estética e à emoção torna cada peça uma janela para novas percepções e interpretações.

Todas as obras estão disponíveis para aquisição.

Conheça alguns trabalhos imagéticos desenvolvidos por Wagner Merije

Mostras e Exposições

O Vinho como Obra de Arte

Exílios, Diásporas, Odisseias

Flamingos

No mundo de Freud

Entes Presentes – Série Orgulho de Falar Português

Assim na Terra como no Céu

O que as janelas da UC mostram

Haverá Humanidade ou Luz no Fim do Túnel?

Pequena Casa de Lembranças

Vozes Encantadas de Saramago

Livros & Discos

Travessias

São Paulo em Imagens

Coimbra em Imagens

Salomé/O Vencedor do Tempo_Fernando Pessoa

Sonetos_Luís Vaz de Camões

Torpedos

Turnê do Encantamento

Um Furacão em Lisboa

As Fadas

Peopleware

Fotografia de cena

É Urgente Reconquistar a Liberdade

É Urgente Acordar

Raul de Souza e Ron Carter no Brasil

Raul de Souza – Alma do Rio

Raul de Souza na roda

Encontro Internacional de Criadores

O olho que vê

Circum_Natação

Fotografia de rua

Brasil Street Art encantadas

Brasil Street Art para todos

Brasil Street Art extra may

Brasil Street Art jun13

Arte Sequencial

The LoveCats

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Exílios, Diásporas, Odisseias – mostra virtual de arte por Wagner Merije


26 set

A arte nasce quando já não cabemos em lugar nenhum.
Exílios: o silêncio do que fica para trás, o eco das ausências que insistem em falar.
Diásporas: raízes que se espalham, sementes lançadas ao vento, a multiplicação do um em muitos.
Odisseias: a travessia sem mapas, o gesto de seguir, ainda que não se saiba aonde.

Cada imagem aqui apresentada é um convite a atravessar fronteiras — visíveis ou invisíveis, geográficas ou íntimas. A arte de Wagner Merije não se contenta em ilustrar o mundo: ela abre fissuras, questiona pertenças, revela deslocamentos.

As imagens de Wagner Merije não contam histórias lineares — são fragmentos, pulsações, miragens. Cada cor é uma fronteira desfeita, cada forma é uma memória em fuga, cada composição é uma pergunta lançada ao mundo.

Aqui, não há destino fixo, mas caminhos que se abrem. Não há identidade rígida, mas rostos que se reinventam. Não há pátria única, mas universos em diálogo.

Nesta mostra, cada criação é ao mesmo tempo documento e invenção, espelho e provocação. O espectador é instigado a mergulhar em camadas de sentidos, onde o deslocamento deixa de ser apenas dor e se converte em possibilidade de encontro, de diálogo, de futuro.

A arte torna-se então um território sem fronteiras, onde a pluralidade encontra morada e a imaginação traça novos mapas.

Como afirma o próprio Merije: “minha arte fazer parte, minha parte fazer arte.”

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Wagner Merije apresenta novos livros na Festa da Praça da República 2025, em Coimbra


18 set

A Festa da Praça da República 2025 é um evento que celebra a vida cultural de Coimbra, unindo artistas, coletivos e instituições numa programação diversa e participativa.

Na ocasião, Wagner Merije participa da Tertúlia Aquarela Brasileira Sessions, no Teatro Académico de Gil Vicente, às 15h30, com foco no lançamento e na apresentação de dois livros recentes:

Com estes títulos, Merije reafirma a sua capacidade de cruzar literatura, música, memória e crítica cultural, criando obras que dialogam com temas urgentes do nosso tempo e que aproximam Portugal, Brasil e a comunidade lusófona.

Data: 4 de outubro de 2025
Horário: 15h30
Local: Teatro Académico de Gil Vicente – Coimbra
Entrada Livre

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Wagner Merije no Festival Rocketmen 2025: Literatura e Travessias nas Órbitas da Imaginação


24 jul

No dia 24 de julho, às 18h30, Wagner Merije estará ao lado de Hélder Grau Santos no Festival Rocketmen 25 – Cenários Lunares, no charmoso espaço Pinga Amor, em Coimbra, para uma conversa envolvente sobre literatura, arte e o poder da criação.

Na ocasião, Merije apresentará o seu mais recente romance, Um Furacão em Lisboa, uma obra vibrante que mistura música, paixão, cultura pop e reinvenção pessoal, tendo como cenário a capital portuguesa. O livro já vem gerando entusiasmo por sua abordagem original, que costura ficção e realidade em ritmo de playlist emocional — com Madonna como figura simbólica e Lisboa como protagonista.

Além disso, o autor partilhará sua experiência na residência artístico-literária que deu origem ao livro Travessias, uma coletânea de textos criada a partir de vivências imersivas na região centro de Portugal, resultado de encontros com comunidades locais, paisagens e afetos.

A conversa será moderada por Paulo Branco Lima e integra a programação do festival que celebra a cultura, a imaginação e os cruzamentos criativos entre linguagens.

Entrada livre
Local: Pinga Amor – Coimbra
Data: 24 de julho de 2025
Horário: 18h30
Com: Wagner Merije + Hélder Grau Santos
Conversa moderada por Paulo Branco Lima

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Um Furacão em Lisboa: Amor, Arte e Palavra no Bairro da Graça


15 jun

Na sexta-feira, 27 de junho de 2025, às 19h30, a Aquarela Brasileira Livros convida a todos e todas para um encontro muito especial no bairro da Graça, em Lisboa — onde será apresentado o romance Um Furacão em Lisboa, de Wagner Merije, dentro da programação do Conversas Amorosas.

Um Furacão em Lisboa é um romance com uma história baseada em factos reais, que mistura música, erotismo, liberdade e o poder de recomeçar.

Mais do que uma leitura ou um lançamento, esta é uma partilha profunda sobre processo criativo, emoções e reinvenção, onde a literatura e a música se encontram num ambiente íntimo e acolhedor.

Conversas Amorosas é um convite para desacelerar, escutar e sentir. É sobre o que pode nascer quando nos deixamos atravessar pelo amor — em todas as suas formas.
E é também sobre a coragem de viver e criar com o coração aberto.

Na mesma ocasião, a artista Anna Kirsten partilhará o processo de criação do seu disco Amôr, em que a voz se transforma em ponte, corpo e cura.


Data: 27 de junho de 2025

Hora: 19h30

Local: Lisboa Yoga Center – Rua das Beatas 40, Graça

Entrada Livre

Mais informações sobre o livro:
Um Furacão em Lisboa

Sobre a artista convidada:
instagram.com/yourvoicemoves

Se sentes que a arte te move, se o amor ainda te surpreende e se a palavra te chama — vem conversar.

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Merije

Vlog do Wagner Merije


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