COMO FICAR RICO SEM MENTIR NEM ROUBAR?

28 out

COMO FICAR RICO SEM MENTIR NEM ROUBAR?

(Ou: A Arte de acumular capital sem perder a alma, o humor e a geopolítica)

Por Wagner Merije

A pergunta é antiga, quase tão antiga quanto a própria noção de propriedade privada. Mas ela ganha contornos novos, e um tanto quanto engraçados, quando a fazemos no século XXI.

Ficar rico sem mentir nem roubar. À primeira vista, parece uma daquelas utopias de manual de autoajuda que prometem transformar sua vida em sete passos, geralmente escritos por alguém que já nasceu herdeiro. Mas a verdade é que, sim, é perfeitamente possível. E, para desespero dos cínicos de plantão, é até bastante comum.

O segredo? A economia nunca foi uma ciência exata de números frios, como querem nos fazer crer os economistas de terno e planilha. A economia é, na verdade, uma vertente da geopolítica cultural. A verdadeira riqueza — aquela que não te deixa com insônia nem te obriga a frequentar delações premiadas — baseia-se em um princípio fundamental: gerar valor real para as pessoas e para a sociedade. O dinheiro é apenas um subproduto de resolver problemas, criar soluções ou oferecer habilidades pelas quais as pessoas estejam voluntariamente dispostas a pagar.

Mas como se constrói isso na prática? Como toda boa pergunta filosófica, a resposta depende inteiramente de quem a faz. Decidi, então, submeter a questão a uma pequena galeria de arquétipos contemporâneos. E o que se segue é um mosaico do nosso tempo.

1. A base: o plano estruturado e a ilusão do capital

Para que as pessoas paguem a você de forma honesta, você precisa oferecer algo de valor. O primeiro passo é desenvolver habilidades de alta demanda — invista em conhecimento técnico ou prático que poucas pessoas têm, mas muitas empresas precisam.

O segundo passo é focar no “Efeito Alavanca”. Use o código, a mídia ou o capital para multiplicar o seu trabalho. Criar um produto digital ou automatizar um processo permite que você ganhe dinheiro enquanto dorme, sem precisar enganar ninguém. E, acima de tudo, seja obcecado pela reputação. Em um mundo cheio de golpes, a honestidade radical é um diferencial competitivo de mercado. Pessoas honestas atraem mais negócios a longo prazo porque geram confiança.

Trabalhar duro e honestamente é o primeiro passo, mas o dinheiro precisa trabalhar por você. Gaste menos do que ganha, invista com consistência e pense no longo prazo. Golpes prometem enriquecimento rápido; a riqueza real é construída ao longo de décadas.

Interessante notar que muita gente vê a riqueza estritamente como capital financeiro. Mas, como diz o filósofo Naval Ravikant, dinheiro não é riqueza; dinheiro é apenas um meio de troca de créditos pelo tempo de outras pessoas. A verdadeira riqueza é multidimensional.

Existem pelo menos cinco outras dimensões que você deve cultivar:

  • Riqueza Temporal: A capacidade de ser dono do seu próprio tempo. Alguém que ganha muito, mas trabalha 16 horas por dia e não vê os filhos crescerem, é extremamente pobre de tempo. Riqueza Social: Relacionamentos profundos e uma reputação inabalável. A mentira destrói essa riqueza instantaneamente. Riqueza Intelectual: O conhecimento que está dentro da sua cabeça. Ninguém pode confiscar ou roubar. Riqueza Física: A saúde. De nada adianta uma conta bancária milionária se o corpo está colapsando. Riqueza Mental e Espiritual: A paz de espírito. A capacidade de deitar a cabeça no travesseiro e dormir sem culpa, sem medo de ser descoberto.

Essas riquezas se alimentam. Quando você é honesto, as pessoas confiam em você. Essa confiança atrai oportunidades que geram valor, o que eventualmente se transforma em dinheiro. O dinheiro bem administrado compra de volta o seu tempo. A verdadeira pobreza é o desequilíbrio: acumular notas de papel sacrificando a saúde, a família e a própria paz.

2. A pergunta fica filosófica: O Woody Allen e a mortalidade

Agora, se o cineasta Woody Allen me fizesse essa pergunta, com aquela sua clássica mistura de neurose nova-iorquina e obsessão pela própria mortalidade, eu responderia com a delicadeza de quem entrega uma bomba-relógio embrulhada para presente.

“Woody, meu caro, fazer uma pergunta dessas já é, por si só, um ato de profundo otimismo filosófico. É como pedir conselhos de casamento para o Fantasma da Ópera. Mas vamos lá: ficar rico sem mentir nem roubar é perfeitamente possível, embora, no seu caso, o verdadeiro milagre seja você conseguir gastar o dinheiro antes que um ataque cardíaco ou um meteoro acabe com o planeta.”

Para o cineasta, o caminho ético exige certas concessões à realidade. Monetize a sua ansiedade. O público adora ver intelectuais sofrendo na tela enquanto come pipoca de doze dólares. Criar arte baseada na sua incapacidade de ser feliz é a forma mais pura e honesta de transferência de renda. E, por fim, invista em títulos públicos de longo prazo. O único problema do longo prazo, claro, é que nós estaremos todos mortos. Os juros compostos correm numa velocidade que faz a evolução das espécies parecer uma corrida de Fórmula 1.

No fundo, acumular dinheiro honestamente é apenas uma forma sofisticada de distração. Nós contamos moedas e olhamos gráficos de ações para não termos que olhar para o abismo. A honestidade impede que você vá para a cadeia, o que é ótimo para as suas costas, mas não impede que você continue acordando às três da manhã se perguntando se aquela mancha no seu braço é um melanoma.

3. A pergunta fica tecnológica: O barão do Vale do Silício

Para o tecnarca jovem, de camiseta cinza minimalista, que acabou de fazer um IPO bilionário e agora sofre do “complexo de Deus”, a resposta precisa abandonar a neurose e adotar o dialeto da hiperescala.

“Olha, cara, vamos dar um double-click na sua tese. Você quer dominar o mundo ‘sem mentir nem roubar’. É um framework nobre, quase fofo, mas para o seu nível de ambição, precisamos atualizar esses conceitos. No seu ecossistema, você não mente; você apenas vende uma visão de futuro com assimetria de informação. Você não rouba; você apenas monetiza externalidades não regulamentadas.”

O playbook de conformidade para a dominação global é claro: controle o gargalo da existência. Esqueça aplicativos. Quem tem os servidores e a energia dita as regras. Se você for o único capaz de processar os trilhões de parâmetros que mantêm a infraestrutura global funcionando, os governos vão ajoelhar e te pagar assinaturas mensais.

Mas aqui está o bug no seu código: o maior risco não é a regulação antitruste. É o seu próprio ego. Você está tão focado em transformar a condição humana em um problema de engenharia que esqueceu que o mundo é analógico e irracional. Você quer ser o dono do mundo sem quebrar as regras? Torne-se tão indispensável que as regras passem a ser escritas por você. Só não se surpreenda se, no topo da sua utopia hiperotimizada, você descobrir que virou apenas o zelador mais caro de uma máquina que já não consegue desligar.

4. A pergunta fica espiritual: O meditador quântico

Para alguém que acabou de completar os 21 dias do ciclo de meditação da abundância de Deepak Chopra, a resposta precisa falar a língua do campo quântico.

“Namastê. Se você ancorou verdadeiramente esses ensinamentos, você já sabe a resposta: você não precisa ‘ficar’ rico, porque a riqueza não é um destino, mas um estado de consciência a ser sintonizado.”

Mentir e roubar são sintomas de uma mentalidade de escassez. Para materializar a abundância mantendo a vibração elevada, ative a Lei do Dharma: o universo não te dá dinheiro pelo que você quer, mas pelo que você manifesta para o todo. Pratique o desapego intencional: tenha a intenção clara, mas desapegue-se do como. E circule a energia: o dinheiro é chamado de currency porque precisa fluir.

No entanto, o seu maior teste começa agora, no mundo barulhento fora do tapete de yoga. É fácil sentir a abundância infinita de olhos fechados. O desafio real é manter essa frequência quando os boletos vencerem. O dinheiro honesto é apenas energia divina solidificada.

5. A pergunta fica geopolítica: a juventude do Sul Global

Para um rapaz e uma moça da América Latina, da África ou do Sul da Ásia, a resposta não pode ser baseada nas ilusões do Vale do Silício. Falar sobre enriquecer com ética exige pé no chão e consciência histórica.

“Meus amigos, fazer essa pergunta no Sul Global é um ato de coragem. Vocês cresceram vendo que os caminhos mais fáceis para o dinheiro envolvem corrupção ou exploração. Mas escolher a honestidade aqui é uma estratégia de construção de poder real.”

O mapa é jogar a assimetria global a seu favor. Exportem inteligência, gastem em moeda local: se vocês dominarem uma habilidade digital de alto valor, podem vender seu trabalho para o Norte Global recebendo em dólar, enquanto o custo de vida continua em reais. Resolvam os problemas da sua própria comunidade: onde os governos falham, há espaço para o empreendedorismo social. E construam em comunidade: a nossa maior força histórica sempre foi a coletividade.

O maior desafio de vocês não será a falta de talento, mas o complexo de vira-lata. O dinheiro que vocês ganharem de forma limpa não será apenas de vocês; será uma ferramenta de emancipação para a terra de onde vieram.

6. A pergunta fica aristocrática: O “Old Money” europeu

E, para fechar o ciclo do poder global, falta a pergunta ser feita pelo Velho Dinheiro Europeu. Para a aristocracia tradicional, cujas famílias acumulam castelos desde o Tratado de Vestfália, a questão não é “como ficar rico”, mas “como permanecer rico sem ser guilhotinado pela história”.

“Senhores, fazer essa pergunta quando suas famílias já acumularam títulos dinásticos soa quase anacrônico. Sob a ótica da velha Europa, mentir e roubar não são apenas falhas morais; são erros de etiqueta. A trapaça vulgar é coisa de novos-ricos desesperados.”

A verdadeira riqueza dinástica baseia-se na institucionalização da tradição. Transforme tempo em linhagem: o maior ativo de vocês não é o portfólio líquido, mas a imunidade ao tempo. O segredo ético é a custódia: vocês não possuem a riqueza; apenas a protegem para a próxima geração. Institucionalize o soft power através da filantropia: o dinheiro bruto gera desconfiança. Financiar alas de museus, restaurar catedrais e manter fundações de ópera transforma o excedente econômico em prestígio civilizatório intangível. O público perdoa a sua riqueza porque ela financia a beleza que a sociedade consome. E, por fim, a nobreza do silêncio: mentir exige falar demais; a aristocracia enriquece pelo silêncio. A confiança invisível gera um rendimento vitalício que nenhuma crise cambial consegue corroer.

A Economia como Vertente da Cultura

Ao juntar todas essas respostas, fica fácil perceber que a resposta para a riqueza ética muda conforme o território, a história e os símbolos de quem pergunta.

Para o artista, é a fuga trágica da mortalidade. Para o tecnarca, é um algoritmo de controle. Para o espiritualista, é um alinhamento quântico. Para o jovem do Sul Global, é resistência e emancipação. Para o velho dinheiro, é a custódia silenciosa do tempo.

O grande paradoxo que o nosso tempo nos revela é que a riqueza financeira desconectada da cultura é estéril. Vemos nações hiper-ricas tentando desesperadamente comprar prestígio internacional através de museus monumentais justamente porque sabem que o dinheiro, isolado, não compra autoridade civilizatória.

A cultura deixou de ser mero adorno e virou ativo de primeira linha. Portanto, enriquecer sem corromper a própria trajetória é entender que a economia é apenas um subproduto da cultura. Ao focar na criação de conteúdos transformadores, na curadoria fina do mundo e no fortalecimento das conexões humanas através do conhecimento, o fluxo de capital passa a ser uma consequência natural da relevância que você construiu.

No fim, enriquecer sem violar a própria integridade é a maior estratégia de Soft Power que um ser humano — ou uma nação — pode exercer no século XXI.

E se você ainda tem dúvidas sobre como começar, faça como Woody Allen: deite a cabeça no travesseiro, respire fundo e aceite que o universo não faz ideia do que está fazendo. Mas, por via das dúvidas, pague seus impostos.

Este texto faz parte do livro “A Cultura como Estratégia: A Nova Geopolítica do Soft Power”. Acompanhe as próximas publicações em www.merije.com.br

SOBRE O AUTOR

Wagner Merije é PHD (Doutor) em Letras pela Universidade de Coimbra, jornalista e gestor cultural com mais de 20 anos de experiência internacional. Cidadão luso-brasileiro, desenvolve trabalhos em vários países. Dirige a Aquarela Brasileira Multimídia, onde lidera estratégia, portfólio e parcerias institucionais. Trabalhou com instituições como ONU, Fundação José Saramago, SESC Brasil, Itaú Cultural, Memorial Minas Gerais-Vale, Cirque du Soleil e Instituto Cervantes. É membro de redes culturais e acadêmicas em Portugal, Brasil, Espanha, Inglaterra e França. Tem mais de 200 citações acadêmicas e pesquisa sobre ética ambiental e literatura, alinhada aos ODS da ONU. Como curador, assinou projetos para Natura Musical, VivoEduca, Conexão Vivo e Festival Coração de Estudante (TV Globo). Como editor, organizou obras de Fernando Pessoa, Eça de Queirós, Padre Antônio Vieira e Florbela Espanca. Defende que o Brasil pode liderar uma revolução do soft power no século XXI — e que a Língua Portuguesa e suas indústrias criativas precisam ocupar o lugar de destaque que merecem no concerto das nações.

Currículo acadêmico: www.cienciavitae.pt/pt/4A16-A144-81DA

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À própria mão_By one’s own hand

08 out

Aos que escrevem com as mãos,

e aos que leem com o coração.

Essas ideias que correm no meu cérebro adentro

São minhas elaborações ou a quem mais dou conhecimento?

Esses dedos que correm pela página branca presente

Expressam o que penso ou é ilusão da mente?

Esse ritmo em que bate o meu coração

É beat ou o fluxo do sangue e da oxigenação?

Essa inteligência é minha parte na herança

Meu cultivo, minha conquista ou perco a esperança?

Todo ser vivente ou não precisa conhecer a sua história

A evolução leva milhões de anos na sua trajetória

Quem trouxe o bastão até aqui correu por gerações

Atravessando estradas e desafios que não parecem invenções

Embora, está provado, a inteligência do ser humano

Tenha alcançado altitudes e altiplanos que nem deus tinha planos,

Ainda está longe de ser plena,

Ou mesmo pacífica e serena.

Por isso, prometo ser sincero com meus erros e acertos,

E continuar contribuindo para o carismo dos afetos.

Não fugirei nunca ao desafio imposto,

Pois bem sei que qualquer conquista exige muito esforço.

Oh, meu pequeno, grande sonho,

De um mundo mais risonho,

Escrevo-te à mão esse inescapável manifesto

Com a verdade que eu carrego e atesto.

Um poema do livro Humble Shakespeare

By one’s own hand

For those who write by hand,
and for those who read by heart.

These ideas that race deep within my brain,
are they my own elaborations, or to whom do I give them name?
These fingers that run across the white page here,
do they express what I think, or illusion of the mind sincere?
This rhythm with which my heart does beat,
is it beat, or the flow of blood and oxygen’s heat?
This intelligence — is it my share of the heritage,
my cultivation, my conquest — or do I lose the courage?
Every living being, or not, must know its story,
evolution takes millions of years in its trajectory.
Whoever brought the baton here ran through generations,
crossing roads and challenges that seem no mere inventions.
Although, it is proven, the intelligence of the human being
has reached altitudes and highlands that not even god was foreseeing,
it is still far from being full,
or even peaceful and serene in its pull.
Therefore, I promise to be sincere with my errors and my rights,
and to keep contributing to the charism of affections’ lights.
I shall never flee the challenge imposed,
for well I know that every conquest demands much to be disclosed.
Oh, my small, great dream
of a world more serene,
I write to you by hand this inescapable manifesto
with the truth I carry and attest — honest and earnest.

A poem from the book Humble Shakespeare

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Saudade em Palavras: uma tertúlia em Lisboa

16 set

Há livros que se editam. E há livros que se vivem.

Saudade em Palavras é dos segundos. E é com enorme alegria que o apresento em Lisboa — não apenas como editor desta antologia, mas também como autor do conto “Conto da Estrela e da Senhora Saudade”, que assino nestas páginas.

A tertúlia será um encontro íntimo e caloroso, à moda das velhas tertúlias, onde a palavra dita se junta à palavra escrita. Autores presentes, leituras partilhadas e conversas que prometem tocar o intocável.

Reunimos vozes de Portugal, Brasil, Chile, Angola, Itália e Noruega em torno do sentimento que a língua portuguesa insiste em nomear sem nunca o conseguir encerrar. E reforçamos o coro com nomes consagrados como Fernando Pessoa, Clarice Lispector, William Shakespeare, Charles Baudelaire, Sarah Orne Jewett e Camilo Castelo Branco.

Porque há sentimentos que só se entendem quando ditos em voz alta. E há livros que só ganham vida quando partilhados.

Serviço:
Data: 17 de outubro (sábado), 16h-18h
Local: Fundação José Saramago – Lisboa
Entrada: livre
Informações: faleaquarela@gmail.com

Sobre o livro

Saudade em Palavras não é um dicionário nem um tratado. É uma reunião de aproximações, uma liturgia leiga do que fica. Pensamentos que tentam tocar o intocável. Textos – e também imagens – que, em vez de explicar, rodeiam, sentem, deixam respirar.

Reúne ensaios, poemas, contos e memórias que revelam a saudade como uma presença que se faz ausência, como o amor que continua depois da perda.

Para este exercício de traduzir o intraduzível, a Aquarela Brasileira reuniu um coro de vozes plurais, reforçado por nomes consagrados como Fernando Pessoa, Clarice Lispector, William Shakespeare, Charles Baudelaire, Sarah Orne Jewett e Camilo Castelo Branco.

O livro integra a Coleção Em Palavras, um espaço editorial que celebra a diversidade de sensibilidades. Já publicados: São Paulo em Palavras, São Luís em Palavras, Coimbra em Palavras e, agora, Saudade em Palavras. Em breve: Lisboa em Palavras e Futebol em Palavras.

Saiba mais: www.aquarelabrasileira.com.br/saudade-em-palavras

Sobre o organizador

Wagner Merije é PhD em Letras pela Universidade de Coimbra, jornalista, escritor e editor. Fundador da Aquarela Brasileira Livros, dedica-se à Curadoria de Legado — transformar trajetórias, memórias e sentimentos em livros que ficam. Organizou esta antologia com a convicção de que a saudade, mais do que um sentimento, é um território a ser explorado e partilhado.

Aquarela Brasileira Livros

Curadoria de Legado

Não é só sobre contar histórias. É sobre eternizá-las.

Brasil – Portugal

faleaquarela@gmail.com
www.aquarelabrasileira.com.br/ab-books

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EscreVivências – A Escrita que Cura Oficina de Escrita Criativa e Autoficção

13 set

ESCREVIVÊNCIAS – A ESCRITA QUE CURA

Oficina de Escrita Criativa e Autoficção
Como transformar a sua vida e imaginação em histórias inesquecíveis

1. O CONCEITO

EscreVivências – A Escrita que Cura é uma oficina de experimentação criativa que convida os participantes a explorar a fronteira entre a memória, a imaginação e a palavra. Mais do que um curso de técnicas literárias, é uma jornada de autodescoberta.

Cada participante aprenderá a transformar as suas experiências, lembranças e ficções em narrativas que merecem ser lidas e partilhadas — e, no final, terá o seu texto publicado num livro coletivo pela Aquarela Brasileira Livros.

O nome junta “escrever” e “vivências” — porque acreditamos que a melhor escrita nasce da vida vivida, e que a vida se expande quando é contada.

2. POR QUE ESTA OFICINA É ÚNICA

DiferencialDescrição
Resultado tangívelTodos os participantes terão os seus textos publicados num livro coletivo pela Aquarela Brasileira Livros
Formato imersivo4 meses de encontros presenciais mensais, permitindo aprofundamento e continuidade
Curadoria de excelênciaFacilitada por Wagner Merije, PhD em Letras pela Universidade de Coimbra, com vasta experiência editorial e em escrita criativa
Ambiente inspiradorRealizada no Lisboa Yoga Center, na Graça — um espaço de criatividade, acolhimento e silêncio propício ao encantamento
Publicação garantidaO livro final será publicado e distribuído, dando visibilidade aos autores participantes
Comunidade criativaCriação de um grupo de apoio e partilha entre os participantes

3. ESTRUTURA DA OFICINA

Duração: 4 meses (Janeiro a Abril de 2027)
Formato: Um encontro presencial por mês (sábados) — 10:00 às 13:30
Datas: 23 de janeiro, 20 de fevereiro, 13 de março, 10 de abril
Carga horária total: 20 horas (presenciais + exercícios entre sessões com orientação individual)
Local: Lisboa Yoga Center – Graça, Lisboa

Temas dos encontros mensais:

MêsTemaAtividades
JaneiroAbrir a Gaveta: Memória, Ficção e AutoficçãoExercícios de escrita autobiográfica, distinção entre memória e imaginação, primeiros textos
FevereiroA Arte da Narrativa: Estrutura, Voz e PersonagemCriação de personagens, construção de enredo, desenvolvimento de voz narrativa
MarçoA Palavra como Matéria: Estilo, Ritmo e RevisãoTécnicas de revisão, edição, polimento textual, leitura em voz alta
AbrilDo Manuscrito ao Livro: Preparação para PublicaçãoFinalização dos textos, preparação para o livro, celebração final

Entre os encontros: os participantes receberão exercícios semanais e feedbacks individuais por email.

4. O QUE OS PARTICIPANTES GANHAM

  1. Participação na oficina + dicas online + webinar
  2. Livro publicado — com o seu texto e nome na obra coletiva
  3. Certificado de participação — com carga horária e conteúdos
  4. Portfólio de escrita — textos prontos para futuras candidaturas editoriais
  5. Rede de contactos — ligação a outros escritores e criadores
  6. Ferramentas práticas — técnicas de escrita criativa, revisão e edição
  7. Experiência transformadora — o processo de escrever a sua história, com orientação e apoio

5. O LIVRO

Todos os participantes terão os seus textos publicados numa antologia coletiva intitulada:

“Lisboa Em Palavras” ou “EscreVivências — Antologia da Oficina de Escrita Criativa 2027”

O livro será publicado pela Aquarela Brasileira Livros, com:

  • Projeto gráfico profissional
  • Capa com design exclusivo
  • Depósito Legal e ISBN próprio
  • Lançamento público em Lisboa (data a definir com os participantes)

6. PÚBLICO PARTICIPANTE

  • Aspirantes a escritores que desejam desenvolver a sua voz
  • Pessoas com histórias para contar (memórias, ficção, crónicas)
  • Professores e educadores que querem usar a escrita criativa como ferramenta pedagógica
  • Estudantes de Letras, Comunicação, Psicologia e áreas afins
  • Profissionais criativos que querem explorar a escrita como ferramenta de expressão
  • Leitores apaixonados que sempre sonharam em escrever
  • Quem está em transição de vida e procura um projeto pessoal significativo

Pré-requisitos: Nenhum. A única exigência é a vontade de escrever e partilhar.

7. CONTRIBUIÇÃO

CategoriaValor (€)
Inscrição antecipada (até 30 de novembro)190 €
Inscrição regular215 €
Professor / Estudante / Sénior (+65)170 €
Pagamento em 3x (sem juros)3 x 75 €
Traga um amigo5% de desconto para ambos

A contribuição inclui todos os materiais, orientação conjunta e individual, certificado e participação no livro.

8. O FACILITADOR — WAGNER MERIJE

Doutor (PhD) em Letras pela Universidade de Coimbra, é escritor, jornalista, editor, produtor cultural e autor de textos para rádio, teatro, televisão e cinema. Publicou mais de 20 livros, entre os quais Mobimento – Educação e Comunicação Mobile (finalista do Prêmio Jabuti 2013), Viagem a Minas Gerais, Cidade em Transe, Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres e Um Furacão em Lisboa, Um Furacão em Lisboa. As suas obras circularam por diferentes países e receberam diversos prémios.

Em 2014, fundou a Aquarela Brasileira, um projeto que nasceu com uma missão clara: ajudar pessoas a transformar sonhos em realidade — e a eternizar as suas histórias em livros que ficam. Editou e organizou coletâneas como Saudade em Palavras (2026), Coimbra em Palavras (2018) e São Paulo em Imagens (2017), e dedicou-se à edição de obras de autores como Fernando Pessoa, Camões, Eça de Queirós, Florbela Espanca e Antero de Quental.

Acredita que toda a pessoa tem uma história para contar — e que a escrita, mais do que uma técnica, é um ato de coragem e liberdade. Essa convicção atravessa a sua vida e o seu trabalho, e é o que o move a criar espaços onde outras vozes possam encontrar forma e eco.

Nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, e desde cedo entendeu que as palavras são pontes. Entre o Brasil e o mundo, viveu em São Paulo, Londres, Rio de Janeiro e Coimbra — cidades que, de maneiras diferentes, lhe ensinaram a escutar e a contar histórias.

9. INSCRIÇÕES

www.lisboayogacenter.com/event/escrevivencias

10. MAIS INFORMAÇÕES

E-mail: faleaquarela@gmail.com

Aquarela Brasileira website: www.aquarelabrasileira.com.br/ab-books 

Site facilitador: www.merije.com.br/livro

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O Livro como Campo de Batalha: meu novo artigo no Boletim da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra

27 ago

É com grande satisfação que partilho a publicação do meu mais recente artigo, “Cartografia dos Poder(es): O Livro como Território de Disputa no Universo Lusófono”, no volume 55 (2025) do Boletim da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.

A convocatória para este volume, subordinada ao tema «História do Livro e da Edição: objetos, problemas e rumos», sob a coordenação do Professor Nuno Medeiros, proporcionou o espaço perfeito para desenvolver uma reflexão que há muito me acompanha: a de que o livro é muito mais do que um objeto cultural ou uma mercadoria. Ele é, antes de tudo, um campo de poder.

O que o artigo propõe

Neste trabalho, investigo a interseção entre livro e poder(es) ao longo da história da edição lusófona. A pergunta que orienta a pesquisa é: como estruturas económicas, estratégias editoriais e escolhas simbólicas moldaram não apenas o que lemos, mas como lemos?

A análise articula o paradigma do “livro como negócio” — com a sua lógica de concentração, lucro e padronização — com a sua dimensão de agente de resistência cultural. Examino casos concretos de controvérsias editoriais, censura, a formação do mercado e a circulação de ideias críticas, sempre com um olhar atento ao universo lusófono.

Um olhar interdisciplinar sobre o livro e o poder

Através de uma abordagem que combina história editorial, sociologia da literatura e teoria cultural, procurei revelar os mecanismos subtis de poder incorporados no objeto-livro, desde o mecenato régio e a censura inquisitorial até à concentração dos conglomerados editoriais contemporâneos e ao domínio das plataformas digitais.

A conclusão a que chego é que, no espaço lusófono, o livro deve ser compreendido como um território em disputa permanente, atravessado por interesses políticos, económicos e ideológicos, mas também como um lugar de invenção cultural e de resistência.

Acesso e leitura

O artigo está disponível em acesso aberto e pode ser lido na íntegra através do link:
 https://impactum-journals.uc.pt/bbguc/article/view/17162

A publicação completa deste volume do Boletim também pode ser acedida em:
 https://impactum-journals.uc.pt/bbguc/issue/view/1071/525

Agradeço desde já a todos os que se interessarem pelo tema. A reflexão sobre o livro e o poder é, a meu ver, uma reflexão sobre o futuro das nossas sociedades e da memória coletiva.

Fico à disposição para diálogos e comentários. Boas leituras!

Wagner Merije (Wagner Rodrigues Araújo)
PHD (Doutor) em Letras pela Universidade de Coimbra

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Saudade em Palavras: O livro que a língua portuguesa esperava

26 ago

Uma antologia sobre o que a língua portuguesa insiste em nomear sem nunca encerrar

Este livro não é um dicionário. Não é um tratado. É uma reunião de aproximações — uma liturgia leiga do que fica. Palavras que tentam tocar o intocável. Textos que, em vez de explicar a saudade, a rodeiam, a sentem, a deixam respirar.

Saudade em Palavras é uma antologia que se propõe a dar forma ao que, por natureza, resiste à forma. Reúne ensaios, poemas, contos, memórias e imagens que revelam a saudade como uma presença que se faz ausência, como o amor que continua depois da perda.

Para este exercício de traduzir o intraduzível, foram reunidas vozes plurais de Portugal, Brasil, Angola, Chile, Itália e Noruega: Marcia Langfeldt, Rita Gomes, Rômulo Garcias, João Diniz, Hélder Grau Santos, InVerso (Neno del Castillo/Sonia Salcedo), Filomena Ferreira, Rita Pereira, Clotilde Bernal, Tiago de Souza, Letícia Junqueira, Sónia Gonçalves Nunes, Maria Camarão, Maria João Pereira, Filipa Laranjeira, Giacomo Gregori, José Luis Alves, António Costa Pereira, Sara Oportus, Ssel Marquesa Selvagem e Wagner Merije. Reforçam o time vozes consagradas como Fernando Pessoa, Clarice Lispector, William Shakespeare, Charles Baudelaire, Sarah Orne Jewett e Camilo Castelo Branco.

Abre o livro um breviário poético que percorre a saudade na filosofia, na ciência, na literatura e nas palavras de outras culturas: o hüzün turco, o dor romeno, o hiraeth galês, o mono no aware japonês. Seguem-se histórias de avós que se tornam mitos familiares, de infâncias que sobrevivem na memória, de amores que insistem em habitar o presente. Cada texto é uma aproximação — uma tentativa de desenhar o vento.

A neurociência confirma o que os poetas sempre souberam: a saudade ativa no cérebro as mesmas regiões associadas à dor física e à memória emocional. Sentimo-la como sentimos fome — uma fome de presença.

De Fernando Pessoa a Marcel Proust, de Siri Hustvedt a José Saramago, esta obra recorda-nos que a saudade é, afinal, a forma mais verdadeira de amor — porque só se sente falta do que realmente importa. Só se chora o que se amou. Só se guarda o que não se quer perder.

Coleção Em Palavras

Este livro integra a Coleção Em Palavras, um espaço editorial que reúne autores de diferentes histórias, nacionalidades e gerações. O propósito da coleção é celebrar a diversidade de sensibilidades, abrindo caminho para novas ideias e novos diálogos. Cada livro é um convite a olhar o mundo com outros olhos.

Títulos da coleção: São Paulo em Palavras, São Luís em Palavras, Coimbra em Palavras, Saudade em Palavras. Em breve: Lisboa em Palavras, Futebol em Palavras.

Sobre o organizador

Wagner Merije é PhD em Letras pela Universidade de Coimbra, jornalista, escritor e editor. Fundador da Aquarela Brasileira Livros, dedica-se à Curadoria de Legado — transformar trajetórias, memórias e sentimentos em livros que ficam. Organizou esta antologia com a convicção de que a saudade, mais do que um sentimento, é um território a ser explorado e partilhado.

Dados do livro

Título: Saudade em Palavras
Autores: Diversos
Editora: Aquarela Brasileira Livros
Género: Ensaios, Contos, Poemas, Memórias, Afeto
Formato: 14×21 cm
Número de páginas: 108
Web: www.aquarelabrasileira.com.br/saudade-em-palavras
Encomendas: faleaquarela@gmail.com

Aquarela Brasileira Livros

Curadoria de Legado

Não é só sobre contar histórias. É sobre eternizá-las.

Brasil — Portugal

www.aquarelabrasileira.com.br/ab-books

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Wagner Merije na 47ª Feira do Livro de Coimbra

15 jun

Wagner Merije marca presença na 47ª Feira do Livro de Coimbra com uma participação ativa em quatro eventos que atravessam diferentes momentos da literatura portuguesa e brasileira.

Como editor, organizador e autor, Merije conduz conversas, apresentações e leituras que reafirmam o diálogo entre Brasil e Portugal — um dos pilares do seu trabalho à frente da Aquarela Brasileira Livros.

Sexta-feira, 19 de junho

16h00 – Auditório Teolinda Gersão
Apresentação da nova edição da antologia Coimbra em Palavras
Conversa entre Élia Ramalho e Wagner Merije (organizador da obra).

A antologia reúne 34 autoras e autores de todos os continentes para celebrar a cidade de Coimbra em prosa, poesia e memória.

Terça-feira, 23 de junho

17h15 – Auditório Teolinda Gersão
O Poeta e a Poesia | Viva os Poetas de Portugal
Apresentação da antologia de poesia Breve, de João Cochofel
Conversa entre Rui Amado e Wagner Merije (editor da obra).

Breve celebra o centenário do poeta português João José Cochofel, reunindo o essencial da sua lírica, publicada pela primeira vez no Brasil pela Aquarela Brasileira.

Quarta-feira, 24 de junho

18h00 – Estação Elevatória de Coimbra – Biblioteca Carlos Fiolhais
Apresentação do livro Um Furacão em Lisboa
Apresentação: Paulo Branco Lima (escritor e investigador literário).

O romance escrito por Wagner Merije, inspirado em fatos reais, entrelaça música, cultura pop e a presença de Madonna em Portugal, com Lisboa como pano de fundo.

Quinta-feira, 25 de junho

18h00 – Estação Elevatória de Coimbra – Biblioteca Carlos Fiolhais
Leitura de Sonetos, de Luís de Camões
Por Rita Marnoto (Universidade de Coimbra)
Moderação: Wagner Merije (editor da obra).

Uma sessão dedicada à leitura e celebração do legado lírico de Camões, com curadoria da Aquarela Brasileira.

Sobre a Feira

A 47ª Feira do Livro de Coimbra homenageia a escritora Teolinda Gersão, com o mote “A árvore das palavras”. O programa distribui-se por cinco espaços – Auditório Teolinda Gersão, Estação Elevatória de Coimbra – Biblioteca Carlos Fiolhais, Esplanada, Coreto e Espaço Crianças e Famílias – e inclui 90 atividades, exposições, concertos, debates e sessões de poesia.

A Aquarela Brasileira, editora fundada e dirigida por Wagner Merije, integra esta edição com autores, livros e a certeza de que a literatura é uma das mais poderosas pontes entre nações.

Serviço

Evento: 47ª Feira do Livro de Coimbra
Datas: 19 a 28 de junho de 2026
Local: Parque Manuel Braga, Coimbra – Portugal
Horário: diariamente, das 11h00 às 22h00
Entrada: livre
Programa completo: https://www.coimbra.pt/wp-content/uploads/2026/06/47_FeiraLivroCoimbra_Programa.pdf

feiradolivrodecoimbra.pt

Wagner Merije
PhD em Letras | Escritor | Editor

Aquarela Brasileira – Curadoria de Legado
Não é só sobre contar histórias. É sobre eternizá-las.

www.merije.com.br | www.aquarelabrasileira.com.br
faleaquarela@gmail.com

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A CULTURA COMO ESTRATÉGIA A Nova Geopolítica do Soft Power

26 maio

Aquarela Brasileira Livros orgulhosamente apresenta

“Quem conta histórias, conquista mentes. Quem conquista mentes, transforma o mundo.”

Vivemos um momento raro na história das relações internacionais. Pela primeira vez, a capacidade de conquistar corações e mentes tornou-se tão decisiva quanto a capacidade de conquistar territórios.

Os tanques ainda existem. As sanções econômicas ainda são aplicadas. Mas o verdadeiro campo de disputa do século XXI não é mais exclusivamente territorial — é atencional, afetivo, simbólico. E a arma mais poderosa neste novo tabuleiro geopolítico não é um míssil. É uma canção. É um filme. É uma série. É um prato típico. É uma ideia.

Chama-se soft power. E é, acima de tudo, poder do bem.

O Jogo Invisível das Nações

Quando um jovem em Bangladesh sonha em visitar Seul por causa do K-pop que consome no celular, a Coreia do Sul acaba de vencer uma batalha de soft power sem disparar um tiro. Quando um turista americano escolhe Portugal para suas férias depois de assistir a um documentário sobre o Fado, Portugal acaba de converter cultura em divisas. Quando um estudante francês decide aprender português para ler Saramago no original, a língua portuguesa acaba de ganhar um novo soldado em sua batalha por relevância global.

As nações que compreenderam essa nova dinâmica estão colhendo frutos extraordinários. As que ainda tratam cultura como enfeite ou despesa estão perdendo a corrida mais importante do século XXI: a corrida pela influência legítima.

Novos potenciais

O Brasil possui uma das matrizes culturais mais ricas e diversificadas do planeta. A língua portuguesa é falada por 260 milhões de pessoas em quatro continentes. A capacidade criativa dos brasileiros já conquistou o mundo inúmeras vezes — da bossa nova ao funk, do Cinema Novo à TV Globo, do futebol-arte ao carnaval.

No entanto, o Brasil subestimando o valor estratégico da cultura e da educação como pilares de desenvolvimento humano, econômico e diplomático. Falta-nos o que os sul-coreanos chamam de “política cultural deliberada” — não ações isoladas ou disparos de editais sem critério, mas uma estratégia de Estado que articule criação, produção, distribuição, internacionalização e retorno mensurável para a sociedade.

A pergunta não é mais se o Brasil deve investir em cultura e educação como estratégia de soft power. A pergunta é: pode o Brasil se dar ao luxo de não investir?

Esta obra é fundamental para todos que se interessam por cultura, educação, cidadania, economia, política e sociedade. Contém estudos de casos valiosos para entender projetos bem-sucedidos e outros que falharam em vários continentes.

Um brilhante estudo que vai mudar a forma com que muita gente olha para a sociedade e para o poder mais poderoso que já existiu.

Sobre o Autor

Wagner Merije (Wagner Rodrigues Araújo) é um intelectual público, curador e gestor cultural com trajetória singular na intersecção entre Brasil, Portugal e o mundo.

Com dupla cidadania (brasileira e portuguesa) e atuação profissional em várias partes do mundo, Wagner Merije é Doutor em Letras pela Universidade de Coimbra, jornalista pela PUC Minas e pós-graduado em Gestão Cultural pelo Instituto Pensarte de São Paulo. Trabalhou com instituições como ONU, Fundação José Saramago, SESC Brasil, Itaú Cultural, Memorial Minas Gerais-Vale, Vivo, Take, Cirque du Soleil, Instituto Cervantes, Câmaras Municipais de Coimbra e Lisboa, entre outras.

Como Presidente e Diretor Executivo da Aquarela Brasileira Multimedia, é responsável pela liderança estratégica da empresa, pelo P&L, seleção de portfólio (curadoria) e gestão de parcerias institucionais.

Sua pesquisa acadêmica foca em ética ambiental e literatura, articulada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Como jornalista, fez carreira em veículos como Rede Minas, TV Horizonte, TV Senac, Rádio Inconfidência, O Tempo, e colaborou com a Ilustrada (Folha de S.Paulo), Euro Brasil Press (ambos em Londres), Revista Blimunda (Fundação José Saramago) e São Paulo Review.

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Dados do livro

Título: A Cultura como Estratégia: A Nova Geopolítica do Soft Power

Autor: Wagner Merije

Editora: Aquarela Brasileira Livros

Gênero: Geopolítica / Cultura / Relações Internacionais / Ensaios

Formato: 14×21 cm

Número de páginas: 120

Web: www.aquarelabrasileira.com.br/a-cultura-como-estrategia-a-nova-geopolitica-do-soft-power

Para crítica, entrevistas e excertos contacte: faleaquarela@gmail.com

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Aquarela Brasileira Livros

Curadoria de Legado

Não é só sobre contar histórias. É sobre eternizá-las.

Brasil – Portugal

faleaquarela@gmail.com
www.aquarelabrasileira.com.br/ab-books

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O que é escrever literatura?

24 maio

Wagner Merije marcou presença na Oficina de Escrita e Leitura “O que é escrever literatura?”, dinamizada pelo professor, poeta, ensaísta e crítico literário português António Carlos Cortez, na Casa da Escrita, em Coimbra, Portuga.l.

A iniciativa, promovida no âmbito das Oficinas e Mediação, reuniu participantes em torno de uma reflexão profunda sobre o fazer literário, os seus limites e as suas possibilidades — um encontro entre a teoria e a prática da palavra escrita.

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Vem aí um projeto transformador: A Cultura como Estratégia – A Nova Geopolítica do Soft Power

27 abr

O mundo está mudando — e a cultura deixou de ser apenas expressão para se tornar estratégia. É nesse contexto que nasce “A Cultura como Estratégia: A Nova Geopolítica do Soft Power”, um projeto de Wagner Merije que convida os leitores e leitores a enxergarem o cenário global sob uma nova perspectiva.

Essa é uma jornada de análise e reflexão sobre como ideias, narrativas e símbolos moldam o poder no século XXI. Aqui, cultura não é pano de fundo — é protagonista.

Ao longo do projeto, você vai encontrar:

  • Análises profundas sobre cultura, influência e poder
  • Conexões entre passado, presente e futuro, revelando padrões e rupturas
  • Tendências e estratégias para compreender o mundo contemporâneo
  • Uma visão global, sem perder identidade e propósito

Vivemos em uma era em que influência vale mais do que imposição. O chamado soft power redefine fronteiras, reposiciona nações e impacta decisões em escala global — muitas vezes de forma silenciosa, mas extremamente eficaz.

Este projeto é um convite para entender esse jogo.

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O futuro é cultural.

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Merije

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