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À própria mão_By one’s own hand


08 out

Aos que escrevem com as mãos,

e aos que leem com o coração.

Essas ideias que correm no meu cérebro adentro

São minhas elaborações ou a quem mais dou conhecimento?

Esses dedos que correm pela página branca presente

Expressam o que penso ou é ilusão da mente?

Esse ritmo em que bate o meu coração

É beat ou o fluxo do sangue e da oxigenação?

Essa inteligência é minha parte na herança

Meu cultivo, minha conquista ou perco a esperança?

Todo ser vivente ou não precisa conhecer a sua história

A evolução leva milhões de anos na sua trajetória

Quem trouxe o bastão até aqui correu por gerações

Atravessando estradas e desafios que não parecem invenções

Embora, está provado, a inteligência do ser humano

Tenha alcançado altitudes e altiplanos que nem deus tinha planos,

Ainda está longe de ser plena,

Ou mesmo pacífica e serena.

Por isso, prometo ser sincero com meus erros e acertos,

E continuar contribuindo para o carismo dos afetos.

Não fugirei nunca ao desafio imposto,

Pois bem sei que qualquer conquista exige muito esforço.

Oh, meu pequeno, grande sonho,

De um mundo mais risonho,

Escrevo-te à mão esse inescapável manifesto

Com a verdade que eu carrego e atesto.

Um poema do livro Humble Shakespeare

By one’s own hand

For those who write by hand,
and for those who read by heart.

These ideas that race deep within my brain,
are they my own elaborations, or to whom do I give them name?
These fingers that run across the white page here,
do they express what I think, or illusion of the mind sincere?
This rhythm with which my heart does beat,
is it beat, or the flow of blood and oxygen’s heat?
This intelligence — is it my share of the heritage,
my cultivation, my conquest — or do I lose the courage?
Every living being, or not, must know its story,
evolution takes millions of years in its trajectory.
Whoever brought the baton here ran through generations,
crossing roads and challenges that seem no mere inventions.
Although, it is proven, the intelligence of the human being
has reached altitudes and highlands that not even god was foreseeing,
it is still far from being full,
or even peaceful and serene in its pull.
Therefore, I promise to be sincere with my errors and my rights,
and to keep contributing to the charism of affections’ lights.
I shall never flee the challenge imposed,
for well I know that every conquest demands much to be disclosed.
Oh, my small, great dream
of a world more serene,
I write to you by hand this inescapable manifesto
with the truth I carry and attest — honest and earnest.

A poem from the book Humble Shakespeare

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Wagner Merije no Festival Rocketmen 2025: Literatura e Travessias nas Órbitas da Imaginação


24 jul

No dia 24 de julho, às 18h30, Wagner Merije estará ao lado de Hélder Grau Santos no Festival Rocketmen 25 – Cenários Lunares, no charmoso espaço Pinga Amor, em Coimbra, para uma conversa envolvente sobre literatura, arte e o poder da criação.

Na ocasião, Merije apresentará o seu mais recente romance, Um Furacão em Lisboa, uma obra vibrante que mistura música, paixão, cultura pop e reinvenção pessoal, tendo como cenário a capital portuguesa. O livro já vem gerando entusiasmo por sua abordagem original, que costura ficção e realidade em ritmo de playlist emocional — com Madonna como figura simbólica e Lisboa como protagonista.

Além disso, o autor partilhará sua experiência na residência artístico-literária que deu origem ao livro Travessias, uma coletânea de textos criada a partir de vivências imersivas na região centro de Portugal, resultado de encontros com comunidades locais, paisagens e afetos.

A conversa será moderada por Paulo Branco Lima e integra a programação do festival que celebra a cultura, a imaginação e os cruzamentos criativos entre linguagens.

Entrada livre
Local: Pinga Amor – Coimbra
Data: 24 de julho de 2025
Horário: 18h30
Com: Wagner Merije + Hélder Grau Santos
Conversa moderada por Paulo Branco Lima

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Merije

Vlog do Wagner Merije


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