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Os elefantes e as borboletas


11 dez

 

É pesada a vida?

E o que pensam o elefante e a elefanta?

É que o temos, o que somos!

É preciso caminhar com leveza

cumprindo os caminhos da natureza

que é a essência daquilo que chamamos partilhar.

No caminho contrário vão seguindo os que tudo querem e nada têm

os que tudo agarram mas nada detém

os que enxergam pelo lado oposto das imagens reais

pesados de medo, pesados de fúria, pesadas patas a marcar a Terra

sem carinho ou boas lembranças.

Lá vai o elefante e nele enxergam sofrimento ou esperança!

Lá vamos nós:

como borboletas a flutuar sobre sua pele dura e macia.

Carregamos paz e companhia!

 

(Um poema em construção de Wagner Merije)

 

O elefante e a prosperidade

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Belo Horizonte na literatura do seu passado


08 dez
Captura de tela 2018-01-22 às 13.43.46
Letícia Malard é professora emérita da Universidade Federal de Minas Gerais. Entre seus livros destacam-se Literatura e dissidência política (ensaios) e Divina dama (romance).
 
No artigo “Belo Horizonte na literatura do seu passado” ela cita um poema de Wagner Merije (Poema para Belo Horizonte, do livro Viagem a Minas Gerais, de 2013) E na companhia deste poeta menor estão nomes de grande valor,Belo Horizonte na literatura do seu passado – Caderno Pensar do Jornal Estado de Minas como Pedro Nava, Avelino Fóscolo, Carlos Drummond de Andrade, Henriqueta Lisboa, Cely Vilhena, Ardel Delly, Cyro dos Anjos, Eduardo Frieiro, Fernando Sabino, Rui Mourão.
 
4. Janelas da memória
Pedro Nava (1903-1984) publica em 1979 Beira-mar, memórias de sua época belo-horizontina. Muitos estranham o título, pois não temos mar. No entanto, é o poeta Wagner Merije que bem interpreta a questão, no Poema para Belo Horizonte, do livro Viagem a Minas Gerais (2013):“Não temosE a falta nos faz muita faltaComo o mar!Oh palavra mágica e irmã do horizonte!!!”

 Vale a pena a leitura, é um primor.
 
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Utopias e transformações


01 nov

Pelas utopias e transformações possíveis
pela desordem e pelo caos o novo virá

Brasil, mundo, reflitamos! Por esse caminho vamos chegar bem perto do fundo do poço… É preciso repensar a direção da humaninade…
Reflexões que acompanham esse trabalho que vos apresento (novamente) a seguir, uma parceira de Wagner Merije, Fábio Crânio e George Neri.

 

A sociedade na encruzilhada tem dificuldade de saber para onde seguir. A natureza se rebela. A política apodrece. Novas tecnologias surgem e revolucionam a comunicação. É hora de promover a transição de um ser receptor passivo de conteúdos para um produtor de conhecimento. Hardware. Software. PEOPLEWARE.

4º Musicvideo do/from album “Peopleware”
Roteiro e Direção/Screenplay & Direction: Merije
Montagem e finalização/Editing: George Neri
Grafittis & images: Crânio

Letra/Lyrics:

Quem é que fala pelos independentes?
Quem é que representa as minorias?
Quem é que resolve pela gente?
Pra deixar tanta gente de mãos vazias?

Quem é que fala pelos que não têm um puto?
Quem é que festeja o Produto Interno Bruto?
Quem é que acredita e se articula?
Quem é que investe em educação e cultura?

Tem gente que empreende
Tem gente que surpreende
Tem gente que está passos à frente
E não se rende!

Tem gente que faz diferença
Tem gente que usa a intuição
Tem gente que inventa
Tem gente que é evolução

Se você não está dando o melhor de si neste mundo,
Para que mundo está se guardando?

PEOPLEWARE
EN CADA BARRÍO REVOLUCION

Quem somos se não somos úteis para os outros?
Quem somos, se somamos tão pouco?
Quem é que fomos, se sonhamos como loucos?
Quem somos se não somos importantes para o outro?

Quem é que fala pelos independentes?
Quem é que representa as minorias?
Quem é que resolve pela gente?
Pra deixar tanta gente de mãos vazias?

Tem gente que faz diferença
Tem gente que usa a intuição
Tem gente que inventa
Tem gente que é evolução

Se você não está dando o melhor de si neste mundo,
Para que mundo está se guardando?

PEOPLEWARE
EN CADA BARRÍO REVOLUCION

Quem somos se não somos úteis para os outros?
Quem somos, se somamos tão pouco?
Quem é que fomos, se sonhamos como loucos?
Quem somos se não somos importantes para o outro?

PEOPLEWARE, PEOPLEWARE
EN CADA BARRÍO REVOLUCION

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Nem desconfia


12 out

Todo o poeta quando preso
é um refugiado livre no universo
de cada coração
na rua.
O chefe da polícia
de defesa da segurança do estado
sabe como se prende um suspeito
mas quanto ao resto
não sabe nada.
E nem desconfia.

Um poema de José Craveirinha

José Craveirinha, por Fabiana Miraz de Freitas Grecco

José Craveirinha, por Fabiana Miraz de Freitas Grecco

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A mandinga de bons sons, Merije no Bamba Jam


04 out

A mandinga de bons sons
De segunda a sexta-feira, Jai Mahal apresenta o Bamba Jam, programa com linguagem única e seleção musical diversificada, misturando o samba, o funk, o reggae, o rock, os ritmos que formam a miscelânea da música brasileira.
Ao vivo na Rádio Cultura AM 1200
Além da programação musical, todas as quartas-feiras Mahal convida artistas de diferentes linguagens musicais para falar um pouco de suas carreiras, influências, divulgar um novo trabalho e ainda escolher as músicas do programa.
Neste programa o convidado é o multimídia, suprasensorial, criador eclético e bamba Wagner Merije, que apresenta composições próprias, faixas que criou e produziu para outros artistas (como Raul de Souza, Marku Ribas, entre outros), fala de seus lançamentos (CDs, DVDs, livros), recita poemas e analisa a cena cultural brasileira.
O programa já contou com a presença de outros grandes artistas como Claudio Zoli, Falcão, Osvaldinho da Cuíca, Germano Mathias, Anelis Assumpção, O Terno, Cachorro Grande, O Teatro Mágico, Bocato, André Christovam, Matoli (Clube do Balanço), Max B.O., Duofel, Rafael Castro e muitos outros.

Sobre o apresentador:
O músico e radialista Jai Mahal, um dos responsáveis por trazer o reggae para o Brasil, começou sua carreira radiofônica apresentando o programa Reggae Raiz, com China Kane, na Rádio Brasil 2000 nos anos 1980.
Em 2005, Mahal chegou à Rádio Cultura Brasil e desde então apresenta os programas Bamba Jam e Reggae de Bamba.
Paralelamente a seu trabalho de radialista, o músico está à frente da banda de reggae Jai Mahal e Os Pacíficos da Ilha. Em 2014, lançou seu segundo álbum autoral, Invísivelman, produção de Gerson da Conceição e Mahal, com as participações especiais de artistas como Arnaldo Antunes, Lúcio Maia, Osvaldinho da Cuíca, Isaar e Luciana Simões.

Ficha:
De segunda a sexta, às 18h
Apresentação: Jai Mahal
Produção: Vinicius Calixto

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Merije em La Garçonnière


17 set

O poeta Wagner Merije participou do evento La Garçonnière apresentando seus poemas.
Foi no dia 16/09/2017, no Estúdio Lâmina, no centro de São Paulo.

 Wagner Merije_La Garçonnière_16:09:2017_Estúdio Lâmina1
Wagner Merije_La Garçonnière_16:09:2017_Estúdio Lâmina2
História
1917:
Rua Líbero Badaró, 67, no 3º andar, sala 2: endereço onde Oswald de Andrade (1890-1954) manteve, entre 1917 e 1918, no Centro de São Paulo sua Garçonière (quase 100 anos depois de alterações, o número atual é 452). Com algumas telas de Di Cavalcanti e Anita Malfatti nas paredes, o espaço era ponto de encontro entre seus amigos e sua amante, Maria de Lourdes Pontes, uma estudante de 16 anos, do Colégio Caetano de Campos, chamada por Oswald de Miss Cyclone. O fato de ir sozinha à Garçonière regularmente, sendo uma adolescente, fascinava os que mais frequentavam aquela Garçonière: Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, Ribeiro Couto, Di Cavalcanti, Monteiro Lobato, Menotti del Picchia, entre outros. No “covil da rua Líbero” (como a Garçonière era chamada pelo autor de Memórias Sentimentais de João Miramar), entre muita discussão, brigas, amores e manuscritos pelo chão, ao som de uma Grafonola Columbia e poucos discos, aconteceu o grande ensaio do que seria a Semana de Arte Moderna de 1922. Parte do que fizeram foi contado num livro de registro de impressões: O Perfeito Cozinheiro das Almas deste Mundo, batizado por Pedro Rodrigues de Almeida, um dos habitués. Relatório de surrealidades, o livro-caixa-de-surpresas (apelidado anos depois por Haroldo de Campos), totalizou 203 páginas preenchidas com ditos e desditos, trocadilhos, piadas, desenhos, recortes, caricaturas, poemas, quase-poemas e uma “troca de correspondências” entre os frequentadores da Garçonière, que usavam apelidos: Oswald era Garoa e Miramar; Deisi era Miss Cyclone, Miss Tufão, Miss Terremoto, Tufãozinho ou Gracia Lohe; Pedro Rodrigues de Almeida era João de Barros); Monteiro Lobato era Frei Lupus Ancilóstomo, Conselheiro Acácio, Chico das Moças, Lobe, Rowita, Constante Leitor, Cuscus, Tutu Lambari e Zé Catarro; Menotti del Picchia era Paulo; o poeta Guilherme de Almeida era Guy e o desenhista Ignácio da Costa Ferreira era Ferrignac, Ventania e Jeroly. Os frequentadores do retiro oswaldiano anteciparam a era modernista, inaugurado naquele livro-objeto, “o cardápio perfeito para o banquete da vida”, como escreveu Guilherme de Almeida. A Garçonière não existiria sem o livro de registro, assim como não existiria sem Oswald. Nas folhas do livro-caixa-objeto, Oswald compôs o primeiro esboço do seu romance “Memórias Sentimentais de João Miramar”, publicado em 1924, a mais experimental obra da literatura modernista. Como todos os transformadores, Oswald de Andrade fundiu vivência e obra na experiência literária: arte & fraternidade. A grande obra é vida.

2016:
Avenida São João, 108, quarto andar, esquina com a Rua Líbero Badaró, num prédio muito parecido ao da Garçonière oswaldiana, o Escultor Social e Curador Luciano CortaRuas e o Editor e Poeta Vanderley Mendonça inauguraram uma Garçonière (exatos cem anos depois da inauguração do Cabaret Voltaire, em Zurique) e apenas a cem metros de onde funcionou a de Oswald de Andrade, entre 1917 e 1918.
A Garçonière do século XXI, que tem um leve tempero Dadá, abriga amigos, poetas, escritores, artistas e convidados numa das salas do Estúdio Lâmina (galeria e ateliê que reúne artistas residentes de várias partes do Brasil e estrangeiros). Com o mesmo espírito modernista de paradoxo, fraternidade, arte & vida, os organizadores abrem as portas ao público uma vez por mês.

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LA GARÇONIÈRE, 13a. edição.
Curadoria de Luciano CortaRuas e Vanderley Mendonça

ARS POETICA
Claudio Willer
Wagner Merije
Jessyca Pacheco
Cide Piquet
Grace Kelli Perreira
Elisa Andrade Buzzo
Vanderley Mendonça
Luciano CortaRuasMÚSICA :
ABC LoveLIVROS:
Ed. Editora Benfazeja:
Gravuras Japonesas/Japanese Prints, de John Gould Fletcher (tradução Anderson Lucarezi e Lucas Zaparolli de Agustini,Selo Demônio Negro:
* Cântico de Orge, de Bertolt Brecht (Trad. Matheus Guménin Barreto)
*Dito ao Anoitecer, de Ingeborg Bachmann (Trad. Matheus Guménin Barreto)

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Sábado, 16 de setembro, das 20 h às 24 h
Estúdio Lâmina
Avenida São João, 108 – 4o. andar – São Paulo, SP
(Esq. Rua Líbero Badaró)
Entrada: R$ 15,00

Fotos: Grace Kelli Pereira

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Wagner Merije no Via Sampa da USP FM duas vezes em agosto


28 ago

Em agosto Wagner Merije foi convidado da Rádio USP em duas ocasiões.
No programa “Via Sampa” do dia 03/08/2017 (quinta-feira) a pauta englobou jornalismo cultural, literatura, arte, política, educação e o livro novo “Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres”

A pedido dos ouvintes e convite do apresentador Mário Sant e da produtora Heloisa Granito, Merije voltou para participar do programa “Via Sampa no Estúdio”, no dia 28/08/2017, segunda-feira, programa maior, com duração de 60 minutos, com ênfase nas criações musicais, com execução de várias músicas de Merije e seus parceiros.

Sintoniza lá 93,7 USP FM

VIA SAMPA

Lançamentos, artes, espetáculos, cinema, teatro, dança, música, livros, dicas de passeios e o universo cultural infantil estão entre os assuntos do VIA SAMPA que traz uma agenda completa com o melhor da programação cultural da cidade.

Veiculado de segunda à sexta-feira, do meio-dia à uma da tarde, o programa mantém o público antenado sobre as diversas tendências do mundo das artes através de informações e música da melhor qualidade.

Apresentação: Mário Sant, Produção: Heloisa Granito, Mesa de Som: Bene Ribeiro, Portal/Site: Rita de Cássia C. Castro – E-mail: helogran@usp.br

O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 12h

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“São Paulo em palavras” no “Olhar TVT”


26 ago

Programa “Olhar TVT” sobre o livro “São Paulo em palavras”, que conta com 26 autores, e apresenta um saboroso documento literário atual e riquíssimo sobre a maior e mais controversa cidade do país.

Exibido em 25/08/2017 pela TVT

Wagner Merije é o organizador da obra, editor e participa como autor.

Saiba mais sobre o livro aqui

 

 

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Astros e Estrelas no Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais


11 ago

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais e a Casa do Jornalista, situados no Centro de Belo Horizonte, em um endereço histórico das lutas da categoria, receberam no dia 10/08/2017 o lançamento do livro”Astros e Estrelas – Memórias de um jovem jornalista em Londres”, de Wagner Merije, editado pela Aquarela Brasileira Livros.

Jornalistas de várias gerações, estudantes e amigos compareceram para dar um abraço no autor e confraternizar.

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O silêncio dos inocentes


26 jul

Max Ernst_The Antipope

 

É comovente

o silêncio dos inocentes

é apavorante

é deprimente

é significante

é diferente

Não é

o que eu esperava dessa gente

Fingem de mortos

com os olhos abertos

Oh silêncio dos inocentes!

Estão mortos?

Corações apertados nos peitos

sentados diante de meio copo, meio corpo

calados, amorfos, garfos tortos

nem se enxergam direito

Já perguntam: de onde vem esses ecos sombrios?

O silêncio dos inocentes

fantasmas em seu próprio ninho

mudos em um mundo tão pequenino

surdos e famintos

cegos e sozinhos

inocentes

até que se prove o contrário

 (um poema de Wagner Merije, em construção)

Arte: Max Ernst_The Antipope

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Merije

Vlog do Wagner Merije


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