
Dia 20 de outubro é o dia do poeta.
Para comemorar, resolvi juntar alguns versos do livro “Torpedos“:
Sejam realistas:
Peçam sempre o impossível!
Com poucos caracteres
se escreve o que é preciso
Palavra de Narciso
Vivo pescando
versos
Como quem
reza um terço
E conta certo
Com um milagre
Hipnotizo palavras
Domo frases selvagens
Escrevo com tinta de
constelações
Falo pelo indizível
Poesia chama
Poesia é chama
O tempo veloz
Não tolera linha longa
A vida é breve
Poesia é creme
Poesia
Ave de barro
Plumas de terra
Aventura Ritual
Formas etéreas
Olhos em poros
Poesia
Voz flamejante
De tudo que existe
em nós
O poeta pena
Para escrever com o
que possa
Memórias vibrantes
Para a vida
Faço poesia como quem
Constrói cidades
Cada palavra-tijolo
Sustenta sua
importância
Sua verdade
Todo dia recito
cem versos
Para que o dia
fique bem diverso
Quando a palavra
encontra rima
Uma estrofe pode virar
obra-prima
As palavras carregam
Histórias dos séculos
Escrevo para
testemunhar
O que não vivi
Meu museu é meu corpo
Minhas memórias relíquias
O tempo é superlativo
Nessa museologia
Poesia é um estado de coisas!
Sou do estado da poesia!
Desliguei-me da lógica
racional
Faz tempo
Sou poeta, laboratório
transpessoal, expressão
Contratempo
A todos os poetas, minha singela homenagem!

Merije e Adélia na hora do almoço, após o Sarau do Memorial

Merije falando o poema Morfina_Psiu Poético 2015
O Psiu Poético é um projeto que acontece há 29 anos consecutivos em Montes Claros, cidade situada no norte de Minas Gerais. Trata-se do maior salão de poesia da América Latina e visa a integração sociocultural, independente, gratuita e sem fins lucrativos.
As atividades desenvolvidas durante o evento prezam pela inclusão e abraçam diversas expressões artísticas e são apresentadas a um público amplo de estudantes, educadores, leitores, e demais pessoas interessadas.
Em 2015 o “29ª Tripsiu: Três anos celebrando três décadas” foi realizado entre os dias 03 e 12 de outubro, em vários pontos da cidade.
E em meio a esta celebração da poesia, das letras e dos encontros, o livro Cidade em transe foi lançado, com direito a apresentação de alguns poemas do personagem AlfaBETO falados pelo autor Wagner Merije.
Montes Claros é uma cidade que inspira Merije, que sempre dialogou com os criadores da região, e já tem vários poemas escritos em Moc, sobre Moc, para Moc e na vertigem da criação do sol e do calor de Moc.
Confira algumas fotos do lançamento
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Um grito pelo Psiu
Como uma cidade e seus cidadãos sobrevivem?
Encontrando pessoas.
Caso contrário, seria tudo ilha e estaríamos todos ilhados.
Um evento, festa, festividade gera movimento para uma cidade, negócios para hotéis, restaurantes, mercados, xxxx, encontros e crescimento para as pessoas e visibilidade para a cidade como um todo.
Então, acorda Montes Claros! Preste atenção Brasil!
O Psiu Poético é um projeto consolidado, ímpar, diverso, cheio de oportunidades para todo mundo ser feliz.
Merece todo o apoio de todas as partes!
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Encontro de poetas
Era um, eram 10, eram 100 e mais virão
Eram poetas em profusão
E o que posso contar, meus olhos hão de registrar
no olhar do meu coração
Éramos muitos, cada poeta vale por 100
Porque quando o poeta abre a voz vai além
E o que vi, não raro, era uma profusão de poetas em Montes Claros
Tinha poeta da roça, poeta urbano, poeta das moças, poetas dos manos
Poeta repentista, trovador, desafiante, apaziguador
Poeta de violão, de pandeiro, de berrante, de palma de mão
Poeta de parangolé, de vestido, de mini saia, de bermuda, de tomara que caia
Poeta de terno, de smoking, de roupas puídas, de grife, de pé no chão, de chapéu de coco, palha, panamá, de mil maneiras verão
Poeta de rayban, de óculos chinês, de balangandãs, poeta esperando a vez
Poetas de profissão de fé, intuitivos, emocionados, emotivos
Poetas cheio de dentes, poetas banguelos, poetas de todas as cores, do azul ao branquelo
Poetas cegos, esotéricos, analfabetos, populares, eruditos, jovens, velhos, normais, esquisitos
Poetas, poetas, eram muitos, eram belos, donos da festa
Um poema em elaboração de Wagner Merije

A Prefeitura de Caxias do Sul, por meio do Departamento do Livro e da Leitura da Secretaria da Cultura, e a Associação dos Livreiros Caxienses (ALCA), realizam a a 31ª Feira do Livro e o 2° Entrelinhas – Festival Literário e Cultural.
De 02 a 18 de outubro a cidade gaúcha se torna a meca dos livros, dos escritores e das ideias, com uma programação que conta com diversas ações culturais, como bate-papos com escritores, sessões de autógrafos, contações de histórias, esquetes teatrais, além de artistas contemplados pelo Financiarte, no Som na Feira.

Entre os escritores participantes estão Luís Fernando Veríssimo, Alice Ruiz, Cláudia Laitano, Elisa Lucinda, Luis Rubira, Luiz Felipe Pondé, Armindo Trevisan, Wagner Merije, Eucanaã Ferraz, Marcos Piangers, Ivan Martins, entre outros.
O poeta e escritor Wagner Merije, que participa pela primeira vez da Feira, lança seu novo livro “Cidade em transe”, e ministra a oficina “Torpedos – Literatura na ponta dos dedos”, no dia 17/10, na parte da tarde. A expectativa é grande.

A Feira segue até o dia 18 de outubro, na Praça Dante Alighieri. A programação continua intensa e pode acessada no novo site da Feira: www.feiradolivrocaxias.com


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O Salão Nacional de Poesia Psiu Poético celebra sua 29ª edição e nós celebramos juntos. E Montes Claros, em Minas Gerais, vira o ágora da poesia com esse fenomenal evento.

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Em 2014 o poeta Wagner Merije foi um dos “Poetas Homenageados”. Esse ano ele lança o livro Cidade em transe, desde já um fenômeno literário, e participa dos vários saraus programados com sua poesia suprasensorial.

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MAGO DA POESIA

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À frente do Psiu Poético está o incansável Aroldo Pereira, poeta, escritor, ator, músico, agitador cultural e herói do underground.
Aroldo Pereira é o cara: ama poesia, vive poesia e promove poesia. O Psiu Poético é assim um acontecimento extraordinário. Por ele e por todos os poetas extraordinários de Montes Claros.
Para o Aroldo fiz em poema (em elaboração):
Poeta Voador, Herói do Sertão
Lá vai o Poeta Voador Aroldo
Vai deixando um rastro de estrelas
Fino! Majestoso! Glorioso!
por onde passa o chão fica florido de beira a beira
De parangolé e pantagome pela cidade
pilotando o Bonde Catrumano ele é atração
‘Tamos’ juntos na maior naturalidade
Sou da poesia e da laia do Herói do sertão
Poeta de uma vida inteira
Mensageiro de um outro mundo
Aroldo Pereira
Árvore de lastro profundo
No Psiu, no sarau, no bar
Vão surgindo novas rimas
Eis me aqui para te saudar
E acalentar nossa matéria-prima
Poesia
Aroldo
A vida é curta
e lhe tenho máxima estima
(Um poema de Wagner Merije, em elaboração)

O Brasil precisa de educação. O Brasil é grande e bonito. Quando se junta a educação com a literatura, então a gente descobre que a grandeza do Brasil é ainda maior.
E se você quer conhecer esse Brasilzão, precisa conhecer mesmo, precisa conhecer Bonito, no Mato Grosso do Sul.

“No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a criança diz:
Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta,
que é a voz de fazer nascimentos –
O verbo tem que pegar delírio.”
(Manoel de Barros, em “O Livro das Ignorãças”)
No dia 8 de julho de 2015 foi aberta a 1ª Feira Literária de Bonito (Flib), um evento grandioso em receptividade e marcante para todos os que participaram, público, oficineiros, leitores, autores e artistas de renome regional e nacional.
O homenageado foi e é o poeta Manoel de Barros, que inspirou a temática: “Literatura: o Delírio da Palavra”.
Sob a benção das Piraputangas Rainhas de Bonito, sob o céu incrível do lugar, na inspiração da cabeça de grandes escritores e criadores, com um gole da cachaça local e a música dos espíritos da floresta, o vôo das palavras se tornou profético e amplioso, como diria Manoel.
Bem organizada, bem-vinda e celebrada, “a Flib começa a construir um evento importante no calendário de Bonito, projetando ainda mais o nome da cidade no roteiro turístico do Brasil.” Sem esquecer de envolver, é claro, a sua população local, especialmente os educadores e estudantes, que participaram ativamente.
Foi um belíssimo “momento de atualização e construção do saber, de reflexões e de tomada de consciência.” A programação contou com importantes palestras e mesas-redondas, além de oficinas especialmente pensadas para professores, universitários e alunos do ensino médio, como “Torpedos – literatura na ponta dos dedos”, ministradas por Wagner Merije, entre outras;
atividades lúdicas com crianças dos ensinos infantil e fundamental, integrando literatura e meio ambiente; lançamentos de livros e conversas com os autores; projeção de filmes de curta-metragem; e performances, intervenções, instalações, declamações, teatro e música integrados à literatura. Todas as atividades da Flib foram gratuitas.
Na ocasião, o escritor Wagner Merije fez o lançamento de seu mais recente livro, o romance “Cidade em transe” (Aquarela Brasileira livros).
Foi uma importante oportunidade para valorizar as raízes, tradições e histórias do fértil imaginário do Mato Grosso do Sul, conhecer seus bons escritores e estar próximo de sua gente boa.
Para além das letras e dos livros, Bonito é um lugar para ser descoberto entre a floresta, na beira dos rios onde os peixes boiam como curiosos à beira d’água, nas grutas e na paisagem das estradas que só aquela região tem, nos seus mistérios e fronteiras com o Paraguai e a Bolívia.
Acaba não mundão, que muitas Flibs virão!
“Chão de mármore
Um céu infinito
Tinha araras nas árvores
Quando cheguei em Bonito
O meu suor se fez pão e vinho letra destino”
(Wagner Merije)
Acompanhe Flib: www.flibonito.com.br
CIDADE EM TRANSE é um romance que toca fundo nas pessoas. É preciso ser forte e flexível para sobreviver na cidade que mais mata jovens e sonhos. Só mesmo a amizade, o amor e arte podem salvar quem luta por dignidade em São Paulo.
Viva os amigos. Viva a amizade. Viva os leitores!
Confira as fotos do lançamento que ocorreu em Santana, bairro da Zona Norte de São Paulo (onde o autor vive atualmente), no Famoso Bar do Justo.

O Sarau do Memorial chega à 28ª edição e apresenta dois novos poetas: Adri Aleixo e João Gabriel Furbino.
O título da apresentação de Adri Aleixo é “Pés”.
Um corte especial na obra de Adri Aleixo, mostra seus poemas telúricos e exíguos: uma espécie de metafísica ancorada em elementos da natureza. Performance inédita.
O título da apresentação de João Gabriel Furbino é o mesmo de seu primeiro livro, No meio da rua. O poeta reúne poemas inéditos e monólogos instigantes, subversivos e enternecedores . “Lugar de escrever poesia é no próprio corpo – e com a navalha bem afiada”, anuncia o autor, num de seus versos. Suas palavras são como navalhas afiadas, usadas no meio da rua, no meio da cidade.
Adri Aleixo – Minibio: Mãe, estudante, professora de linguagens e poeta. Mineira de Conselheiro Lafaiete, que vive há três anos em Belo Horizonte. Publicou Des.caminhos, editora Patuá, 2014.
João Gabriel Furbino – Minibio: Estuda letras na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Com o monólogo Horácio, que integra seu primeiro livro, foi um dos premiados do II Concurso Travessia (2014), organizado pelo Diretório Acadêmico da Faculdade de Letras da UFMG.
Curadoria: Wagner Merije
Yes!
Oh yes!
Agora tenho banana
E money
Sou a bola da vez
Yes!
Oh Yes!
Tenho mais banana
Do que money
Mas acham que sou burguês
Yes!
Oh yes!
Os orangotangos
Da selva amazônica
Também falam Inglês
Yes!
Oh yes!
Superávit
Supérflua obsolescência
Também entendo xadrez
Yes!
Oh Yes!
Na era do conhecimento
Das potentes patentes
Cada um de mim vale por três
Yes!
Oh yes!
Realidade é outra
Dignidade é pouca
Colonialês
Sim!
Se for assim:
Na igualdade
Com lealdade
Sou de Minas e falo Português
(Do livro “Viagem a Minas Gerais”)

Foto: Merije
Se fôssemos jovens
Eu te roubava da sua família
Com a melhor das intenções
E te faria minha
Casava com você
Rainha
Dama da poesia
Tudo como deve ser
Te ergueria uma casa de livros
Com muitas flores
Sem dores de amores
Sem hipocrisia
Te deixaria rodar a baiana
Só para poder espiar
A Dona Doida vir nos visitar
Ah, que bacana seria!
Eu seria seu passarinho, seu bicho
Praticante de amor feinho
Divino sacerdote
Abençoando seus caprichos
Com o ferro e o fogo
Curaria suas cicatrizes
No meu peito escreveria
Os salmos dos aprendizes
Sua poesia me envolve
Nesse colo me deito
O amor tudo resolve
Pois te trago em meu peito
…
Do livro “Viagem a Minas Gerais”
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Vlog do Wagner Merije