Poema para Belo Horizonte

12 dez

BELO HORIZONTE
É por ti, para ti
Meu poema
Tempestade com furacões
Dança com escorpiões
Cova de leões
Unicamente por ti
BELO HORIZONTE

No Curral do Rei, onde a terra era fértil
E as sementes nasciam fortes
Fincaste teu nome, teu nascimento e morte
Cidade Jardim

BELO HORIZONTE
Na madrugada em que adentrei sua história
Os anjos da igreja da Boa Viagem
Cantaram como loucos pela capital
Anunciando a todos os que passavam:
Nasceu! E seremos felizes para sempre

BELO HORIZONTE
Seu útero me acolheu
E me preparou para cuidar de ti
Com amor materno
Com admiração paterna
Na alegria e na tristeza
Na ternura e na loucura
Na dor e na ira
Na humildade e na ganância
Na fome com a vontade de comer
Nos delírios e nas recompensas

BELO HORIZONTE
Crescemos juntos
Com transformações e crises
Crescemos, mudamos
Nossas cabeças são cabeçonas agora
Somos todos cabeções na cidade cabeçona
Mas nem um rio tem
Nem um Tejo, um Ganghis, um Thames, um Seine
Não temos
E a falta nos faz muita falta
Como o mar!
Ó palavra mágica e irmã do horizonte!!!

Entre indas e vindas
Te tornastes esbelta e elegante
Inconstante e desvairada
Conservadora e tímida
Burguesa e desprendida
Como não notar a boa forma do seu corpo
Como montanhas a se destacar no horizonte
Como não notar sua boca molhada querendo me beijar
Como não desejar fazer festa com você
Mesmo que o para sempre não dure

BELO HORIZONTE
Seus vícios e virtudes
Qualidades e defeitos
Preguiça e malícia
Seu temperamento ácido, sua prepotência
É fácil desanuviar e te perdoar pelas cicatrizes
Leves e profundas
Mas as cicatrizes fazem parte de mim e de você
Cidade mia!

É que me és fundamental
Mesmo na amargura
Abandono e solidão
Me ofereces seus braços para partidas e chegadas

É que sou-te fundamental
Quando pedes por meu carinho
Quando pedes que eu te cuide sem comparação
Te faça de meu amor e de minha amada

E sabes que tem
Tu tens o meu amor
Incondicional

Por isso devo dizer que não quero esperar muito
Para ter seu amor de volta

BELO HORIZONTE
Seus monumentos, edifícios e praças
Avenidas e bairros
É tudo pouco para tão grandes aspirações
O mundo é grande e maravilhoso
Mas não conheço ninguém tão bem quanto a ti

Louca
Demos voltas e voltas na Contorno buscando esplendor
Pulando do alto das montanhas
Querendo sentir alguma emoção
Para descobrir que o esplendor mora dentro de nós
E somos esplendorosos, BELO HORIZONTE
Somos deslumbrantes, aqui e acolá
Não devo ter vergonha de dizer nem de admitir
Afinal estamos falando de amor e vida conjugal
Eu e você somos carne e unha
Somos tudo que somos
E tudo que podemos ser

BELO HORIZONTE
Um poema merece uma vida inteira para ser escrito
Uma cidade demora uma vida inteira para ser amada
Uma cidade demora uma vida inteira para ser poema
Um poema merece a idade de uma cidade para ser feito
Vou te viver para reescrever-te a cada dia
A cada passo, a cada esquina

BELO HORIZONTE
Uma cidade sempre será eterna
Um poema efêmero, efeméride
Mas toma, que esse poema vem do coração
Pulsando
Cheio de veias ativas
Sangue bom nas artérias

BELO HORIZONTE
Esta é uma ode aos discípulos da imperfeição
Deus te dá um dom e junto um chicote
Para sua diversão
BELO HORIZONTE
Quem te ama lhe tem ódio e paixão
E eu te digo: Shakespeare ia gostar de te conhecer!
Fernando Pessoa também!

BELO HORIZONTE
Para sempre
Serás horizonte, meu horizonte
Belo
E este é um poema para os que lhe amam ou lhe são simpatizantes

…

…

(Poema de Wagner Merije, publicado no livro “Viagem a Minas Gerais”)

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Pressa

04 dez

Pressa pode ser o sobrenome de São Paulo

não o meu

Socorro

só corro!

Fui feito às pressas

cresci na pressa

vivi quase sempre acelerado

quase morri (na)(de) pressa

mas agora não me venha com essa

Aderi ao ócio criativo

ao slow food

ao zen budismo

ao Pilates com equilíbrio

Para quê tanta pressa?

Pressa pode ser a regra

mas não conte mais comigo

Devagar é mais gostoso

mais prazeroso e menos danoso

O mundo está aí há milhões de anos

em construção

sendo feito e refeito

Não é mole não

Roma não foi feia em um dia

a América ainda é uma criança

Dora, minha filha, esperou oito meses na fila

então para quê tanta correria?

Tem que haver paciência

É paz e ciência!

Pressa pode ser o sobrenome de São Paulo

Não o meu

Cansei dessa conversa

pressa, pressa, pressa

pressa não me venha com essa

Vai ver se eu estou na esquina

com a sua pressa

 

(Poema Inédito de Wagner Merije, em construção)

Foto: Merije

Foto: Merije

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“Mobimento” na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos

03 dez

 

A Biblioteca do Congresso dos EUA comprou um exemplar do livro “Mobimento – Educação e Comunicação Mobile”, de Wagner Merije , publicado em 2012 pela Editora Peirópolis, e que foi finalista do Prêmio Jabuti 2013 na categoria “Educação”.

capa mobimento vermelha

Essa biblioteca é a instituição cultural mais antiga doaquele país e também a biblioteca mais completa do mundo.

biblioteca-do-congresso

 

 

 

 

 

 

Este título já foi ostentado pela biblioteca de Alexandria, que já foi considerada a maior biblioteca do mundo antigo, porém, devido a vários incêndios ocorridos em épocas distintas, grande parte dos livros e manuscritos raros se perdeu.)

Biblioteca-do-Congresso-dos-Estados-Unidos-sala-de-leitura

 

 

 

 

 

 

 

 

A Biblioteca do Congresso dos  Estados Unidos fica em Washington e foi inaugurada em 24 de abril de 1800 pelo presidente John Adams.

A instituição possui mais de 144 milhões de itens, o que inclui material em mais de 470 idiomas, livros impressos, manuscritos, material em áudio, mapas e gravuras, dentre outros materiais.

É lá que está a maior coleção de livros raros da América do Norte, além de constar em seu acervo uma das cópias restantes da Bíblia de Gutenberg.

Parte do seu patrimônio está sendo digitalizado e, portanto, tornará acessível a qualquer leitor.

Biblioteca do Congresso Americano 1

A biblioteca foi incendiada duas vezes. A primeira em 1814 devido às invasões de tropas britânicas, e a segunda em 1851.  No segundo incêndio, além da enorme perda de 35 mil livros, o fogo destruiu dentre outros objetos um retrato original de Cristóvão Colombo.

Para a Família MVMob, esse é um motivo muito grande para comemorar em nome do “Mobimento”.

 

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Pensamentos bons

01 dez

Os nomes tomam os lugares das coisas,
o seu o da poesia.
Um pensamento bom existe
Para quem é alegre ou triste
Parece um abelha, uma borboleta,
Uma flor voadora
Um bem-te-vi, uma gota de chuva
Uma coisa `a toa
Pensamentos bons tem um monte
Em volta dos seus horizontes
Em volta do seu corpo, na frente dos olhos
Dentro do coração, então, tem um tantão
Bem como na imaginação
Pensamento bom nasce e renasce o tempo todo

Os nomes tomam os lugares das coisas,
o seu o da poesia.
Um pensamento bom reluz
A gente logo percebe a sua luz
Parece um recado, uma carta
Não tem raio que o parta
É à prova de perda
Pousa no olhar, no altar,
Na cama, sobre a mesa
Espelha sua grandeza
Te acaricia a mão
Fala assim: Vamos aí, meu irmão!
Que um pensamento bom
Pode te dar circo, amor e pão

Poema inédito em livro de Wagner Merije

Pensamento bom_04112014

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Sarau do Memorial com José Santos +

01 dez

Sarau do Memorial - José Santos_Dezembro

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Inabalável na Balada Literária

25 nov

A Balada Literária 2014 foi mais uma farra boa!
Virou tradição lançar novos trabalhos, encontrar novos escritores de várias partes do Brasil e dar uma boa vadiada.
Esse ano teve estreia de uma pequena garota, a Dora, em seu primeiro evento literário.
confiram algumas imagens.

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Literatura é a cura

23 nov

O escritor, apresentador e cineasta Alessandro Buzo é mais um amigo da literatura que leu e curtiu o livro TORPEDOS de Wagner Merije.
Buzo, que tem um trabalho muito bacana na periferia de São Paulo, é o cara por trás da Suburbano Convicto, loja e sarau. Ele também é o criador e diretor do filme “Profissão MC”, que ajudou a projetar o músico Criolo.
Confira as boas palavras do Buzo:
Buzo sobre Torpedos_grande

Buzo sobre Torpedos

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Consciência Negra

20 nov

No dia da Consciência Negra
Os negros trabalharam como escravos
No dia da Consciência Negra
Não houve samba
No dia da Consciência Negra
Os negros de Minas não ficaram sabendo
Perguntei (de novo): cadê meus negros?
Nem um pio.
Pena, negro

…

…

Poema do livro “Viagem a Minas Gerais”

ouro minas gerais

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Circuito Literário da Praça da Liberdade

16 nov

O primeiro Circuito Literário da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, foi uma festa de encontros, saraus, mesas, debates, lançamentos e cenas antológicas.

 

Fotos: Merije / Divulgação Circuito

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Fórum das Letras comemora 10 anos em Ouro Preto

06 nov

Forum das Letras_10 anos

Edição do evento recebeu mais de 100 autores nacionais e internacionais; discussões sobre política, literatura, jornalismo e criação movimentaram a cidade barroca mineira

Foi encerrada, neste domingo, 2 de novembro, a 10ª edição do Fórum das Letras de Ouro Preto, que este ano abordou a temática “Escritas em Transe”. Ao longo de cinco dias, mais de 100 autores nacionais e internacionais e quase uma centena atividades gratuitas como debates, apresentações teatrais, intervenções artísticas e oficinas, entre outras, movimentaram a cidade barroca mineira. Os principais debates giraram em torno da articulação entre literatura e política, com discussões sobre a ditadura, censura e liberdade de expressão, mas houve espaço também para conversas sobre o processo criativo e o impacto das novas mídias na produção literária.

A cerimônia de abertura, com show Olhos de Onda de Adriana Calcanhotto, lotou todos os lugares do Cine Teatro Vila Rica, além da área externa montada para o evento. Após a apresentação, a cantora, juntamente com a idealizadora do Fórum das Letras, Guiomar de Grammont, participou de uma conversa com os fãs, debatendo assuntos que permeiam sua carreira e o fazer literário de suas canções. “Foi uma edição emocionante. As mesas temáticas foram incríveis e fortes. O Fórum das Letras cumpriu seu papel no Brasil em um momento muito oportuno em que havia uma recepção intensa para as questões tratadas. O Fórum das Letrinhas também contou com uma programação diversificada, com esquetes teatrais, contações de histórias e a inauguração da Sala de Leitura no Morro de São Sebastião, em Ouro Preto”, destacou a coordenadora do evento.

A maratona literária contou com seis diferentes atrações: Programação Principal, Ciclo Jornalismo e Literatura, Fórum das Letrinhas, Ciclo de Debates e #DasLetras, novo espaço dedicado especialmente para o público jovem.
Deste espaço fez parte a mesa: “Blogs, Sites e Outras Experiências Literárias”, que contou com os escritores Wagner Merije, Clarice Freire, Pedro Gabriel e Marina Carvalho, com mediação de Nino Stutz e curadoria de Cilza Bignotto.

Forum das Letras_Nino Stutz_Marina Carvalho_Pedro Gabriel_Clarice Freire_Wagner Merije_Foto Leo Jobs

Paralelamente, foi realizado o Fórum das Letras Jurídicas, organizado pelo curso de Direito da UFOP. Entre os autores internacionais, participaram desta edição a espanhola Care Santos, o iraniano Mohsen Emadi, a hondurenha Julia Olivera, a portuguesa Lídia Jorge e o suíço Patrick Straumman. Entre os autores nacionais, participaram do evento Cláudio Aguiar, Elisa Lucinda, Frei Betto, Luiza Villaméa, Ricardo Kostcho, Wagner Merije, entre muitos outros.

Um dos momentos mais importantes do evento foi a assinatura da carta de intenção para a criação da Casa Brasileira de Refúgio (CABRA). Trata-se do primeiro espaço no Brasil e na América Latina que abrigará, a partir de 2015, escritores em situação de risco fornecendo estadia, alimentação e todo o apoio necessário para os politicamente perseguidos pelo exercício literário. O projeto é uma parceria entre a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e a International Cities of Refuge Network (ICORN), cujo diretor, Helge Lund, esteve presente na cerimônia. “Hoje já são 45 cidades, quase todas na Europa, e nós estamos muito agradecidos de Ouro Preto ser a primeira cidade no Brasil a participar dessa rede”, afirmou.

A construção da CABRA de Ouro Preto tem inspiração nos moldes em que funciona a Casa Refúgio Citlaltepetl da Cidade do México. ‘‘O próprio escritor está convidado a se integrar na comunidade que o acolhe, e as pessoas da cidade acabam se beneficiando dessa convivência. Tanto o escritor quanto a comunidade ganham com isso: é uma verdadeira troca cultural’’, explicou Sylvie Debs, representante de ICORN no Brasil.

Outros pontos altos desta edição foram a participação dos escritores Ana Paula Maia, Ferréz, Elisa Lucinda, Fabricio Carpinejar, entre outros.

Destaque também para as homenagens aos 90 anos da Caravana Modernista apresentada pelo filósofoEduardo Jardim e o Bicentenário de Aleijadinho, com uma exposição do fotógrafo Ferrante Ferranti na Casa dos Contos.

“O Brado Retumbante” (Benvirá), o mais novo livro de Paulo Markun, foi lançado no evento. O trabalho registra a luta pela democracia no Brasil, entre o golpe de 1964 e a campanha das diretas, em dois volumes de mais de 400 páginas. Markun foi também uma das estrelas de diferentes atrações no Fórum das Letras. Na programação “Ciclo Jornalismo e Literatura”, ele participou da mesa “Escritas da Experiência”, com participação de Ricardo Kotscho e Lira Neto e mediação de Audálio Dantas. Além disso, foi um dos protagonistas do debate sobre o jornalista Vladimir Herzog; morto durante a Ditadura. No Cine Vila Rica, a trajetória recente do Brasil foi tema de debate entre os biógrafos Cláudio Aguiar, Mário Magalhães e o escritor Frei Betto, na mesa “Revelações à margem da História”.

A curadora Fórum das Letrinhas, Tereza Gabarra, ressaltou a importância da inauguração da Sala de Leitura na Escola Municipal Morro São Sebastião, localizada no bairro homônimo, além da doação dos mil livros, por meio da parceria com o Instituto Oldemburg. Ela cita ainda a realização do primeiro Seminário de Educação Infantil, promovido pelo Fórum das Letras, com o apoio da Prefeitura Municipal de Ouro Preto. A programação do Fórum das Letrinhas contou com 19 atividades voltadas para escolas da rede pública e privada de Minas Gerais, com o objetivo de incentivar o hábito da leitura e acompanhar o processo de interpretação feito pelos alunos.

Pelo segundo ano consecutivo, o Fórum das Letras contou também com a realização do Fórum das Letras Jurídicas, idealizado pelo curso de Direito da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), com a participação de Leonardo Sakamoto. Para o coordenador do Núcleo de Pesquisas em Direito do Patrimônio Cultural do Departamento de Direito da UFOP, Carlos Magno de Souza Paiva, o evento é um espaço democrático e promove cada vez mais a interação com diversos cursos da Universidade.
Ouro Preto, com sua bela arquitetura e povo hospitaleiro, mais uma fez festejou com muitas belas palavras este encontro da literatura do mundo.

Saiba mais no site oficial

Adriana Calcanhoto Foto: Biel Machado

Adriana Calcanhoto
Foto: Biel Machado

Fotos: Biel Machado – Leo Jobs – Merije – Divulgação Fórum das Letras

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Merije

Vlog do Wagner Merije


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