
É comovente
o silêncio dos inocentes
é apavorante
é deprimente
é significante
é diferente
Não é
o que eu esperava dessa gente
Fingem de mortos
com os olhos abertos
Oh silêncio dos inocentes!
Estão mortos?
Corações apertados nos peitos
sentados diante de meio copo, meio corpo
calados, amorfos, garfos tortos
nem se enxergam direito
Já perguntam: de onde vem esses ecos sombrios?
O silêncio dos inocentes
fantasmas em seu próprio ninho
mudos em um mundo tão pequenino
surdos e famintos
cegos e sozinhos
inocentes
até que se prove o contrário
…
…
(um poema de Wagner Merije, em construção)
Arte: Max Ernst_The Antipope











































































































São Paulo em conto, prosa e verso pelas palavras de Alessandro Buzo, Alex Richards, Amara Moira, Ana Maria González, Andrea Pelagagi, Bruno Brum, Brunno Almedia Maia, Daniel Arruda, Dennis de Oliveira, Erika Balbino, Fábio Bardella, Gu Tramontin, Janaina Abreu, Jenyffer Nascimento, João Diniz, Jonas Worcman, José Santos, Lívia Prado, Paulo Rafael, Pedro Gabriel, Roberta Scatolini, Selma Maria + Nina Anderson, Vanessa Farias, Wagner Merije e do saudoso Mário de Andrade.





