Uma sexta-feira com paixão

03 abr

Uma sexta-feira sem paixão não é uma sexta. Muito menos da Paixão. Quando se fala e se vive uma Sexta-feira da Paixão à noite é preciso muita paixão. Sexta, noite, paixão, combinação perfeita em que tudo pode acontecer.

 

Expectativa para uma estréia de teatro, “Ludwig e Suas Irmãs”, com Jorge Emil e Cléo de Páris e Lavínia Pannunzio… Centro Cultural São Paulo… Sala Jardel Filho…

 

Antes, uma mensagem para Mario Bortolotto:

— “Você vai ao cemitério essa noite?”

 

E eis que o ar condicionado estava muito frio e muito seco. E como São Paulo é muito seco o tempo todo, com três minutos do início da peça minha garganta secou, fechou, meus olhos começaram a arder e eu tive que me levantar e sair em busca de um pouco de água.

Duas portas para fora depois, como não tinha bebedouro próximo, o jeito foi tomar “tap water”, da torneira do banheiro.

Ao tentar voltar, descobri que, por ordem do diretor, quem saísse não poderia voltar.

Mas eu não queria sair. Eu estava ali para ver a peça. Com muita paixão. Estréia. Teatro. Sexta-feira. Come on!

A produtora foi simpática e explicou que a bronca que ela tomaria seria muito grande, mesmo e apesar do ar condicionado e do ar seco de São Paulo.

Então não vale a pena! O diretor não está errado (talvez), mas o ar condicionado estava.

 

A noite é uma criança!

Coisas que acontecem numa Sexta-Feira da Paixão: ser impedido de voltar ao teatro.

 

Vou rumo à Augusta, passando pela Paulista em obras. Caos na cidade em transe. Quem é contra as ciclovias é ignorante! Vou ao cemitério. Ao Cemitério de Automóveis. Encontrar o grande Mario Bortolotto.

Mário que entrevistei em 2003 no Programa “Retratos” da TV Horizonte, fiquei amigo e fã, “nossa vida não vale um Chevrolet” e que agora re-encontro. Mário do recente “Esse tal de amor e outro sentimentos cruéis”, Mário da veia boa da palavra que transporta para o outro lado da cortina, Mário de tanta munição, herói do underground. Mário, o cara.

 

A verdade, a gente a encontra sempre numa Sexta-Feira da Paixão, é que o cemitério só se torna mais tarde, na madrugada.

 

Morte aos automóveis! Viva o Cemitério de Automóveis! Mais ciclovias! Mais paixão! Eu quero o teatro dos vampiros.

 

Acontece que já é tarde, os urubus voam no céu, e a paixão… a paixão?

Vai pra casa papai, que Dora está te esperando.

 

Ludwig e suas irmãs

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Tricky @ Sesc Pompéia

29 mar

Tricky_Merije_Sesc Pompéia_Nublu Festival_29032015_1























O nome do cara é Adrian Thaws, mas o mundo inteiro conhece como Tricky, um dos pais do Trip Hop.

Nascido em Bristol, Inglaterra, cidade que já visitei e é um lugar fora do comum, ele apareceu junto com o Massive Attack e logo ganhou o mundo solo.

Ele esteve no Brasil para seu primeiro show por aqui e foi muito bacana a apresentação dentro da programação do Nublu Festival.
Show mesmo foi o encontro com o mestre dos “dark beats” após o show. Vibe boa, boa conversa, simpatia mútua.

Salve Tricky! Salve os bons encontros!

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Oh yes!

20 mar

Yes!
Oh yes!
Agora tenho banana
E money
Sou a bola da vez
Yes!
Oh Yes!
Tenho mais banana
Do que money
Mas acham que sou burguês
Yes!
Oh yes!
Os orangotangos
Da selva amazônica
Também falam Inglês
Yes!
Oh yes!
Superávit
Supérflua obsolescência
Também entendo xadrez
Yes!
Oh Yes!
Na era do conhecimento
Das potentes patentes
Cada um de mim vale por três
Yes!
Oh yes!
Realidade é outra
Dignidade é pouca
Colonialês
Sim!
Se for assim:
Na igualdade
Com lealdade
Sou de Minas e falo Português

(Do livro “Viagem a Minas Gerais”)

Foto: Merije

Foto: Merije

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Mundo dos museus

12 mar

Wagner Merije tem uma paixão por museus.
Essa paixão o levou a desenvolver trabalhos, curadorias e parcerias com várias instituições, como Memorial Minas Gerais Vale (BH/MG), Museu do Futebol (SP/SP), Centro de Arte Contemporânea Inhotim (Brumadinho/MG), Museu Casa de Guimarães Rosa (Cordisburgo/MG), Museu Alphonsus de Guimaraens (Mariana/MG), Museu da Cachaça (Lagoa do Carro/PE), Museu de Arte Urbana (SP/SP), SUM – Superintendência de Museus de Minas Gerais, Museu Nacional da Poesia, entre outros.
Em estudos estão trabalhos com o Museu da Pessoa (SP/SP) e o Museu Casa de Cora Coralina (Goyaz Velho/GO)

Sarau com Marcio Borges

Memorial Minas Gerais-Vale

Memorial Minas Gerais-Vale

Inhotim

Inhotim

Museu Casa Guimarães Rosa

Museu Casa Guimarães Rosa

Museu do Futebol

Museu do Futebol

 

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Sarau do Memorial com Márcio Borges e Família

06 mar

Sarau com Marcio Borges





























Márcio Borges vai ler e comentar poemas de sua preferência, mostrando as influências que estes tiveram sobre a produção poético-musical do Clube da Esquina. Poetas como Stéphane Mallarmé, Wladimir Maiakóvski e Federico Garcia Lorca serão declamados, além de poemas inéditos do próprio artista. Algumas canções imortais do Clube serão cantadas e comentadas. Márcio estará acompanhado por seus filhos Gabriel Borges, violão e voz, e Helena Borges, declamação e intepretação.

Minibio
Márcio Borges, escritor, compositor, tradutor, criador do movimento musical Clube da Esquina. Centenas de músicas gravadas pelo mundo afora. Diretor do Museu Clube da Esquina, que está sendo criado.

Helena Borges, atriz. Ex-participante do Coral Infanto Juvenil do Palácio das Artes. Solista do espetáculo musical Semente, com Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

Gabriel Borges, violonista e compositor.

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As aventuras do Mobinho

06 mar

Acompanhe em www.mvmob.com.br

Poster_MVMob_final sem marcas

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Expressão e Plenitude

03 mar

“Acredito que a gente nasceu para se expressar com a plenitude
dos nossos talentos.
No espaço digital, no universo transdimensional em que vivemos, ninguém é mais exclusivamente músico, ator ou artista plástico.
Ou psicólogo, médico e guru.
Há um intercâmbio de linguagens e as classificações rigorosas estão caindo.”
Pensamentos imperfeitos e viagens de Wagner Merije

Foto: Merije

Foto: Merije

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Sarau do Memorial com Enzo Banzo e Danislau

22 fev

Sarau do Memorial com Enzo Banzo e Danislau





























Enzo Banzo e Danislau reúnem, no palco, fragmentos de seus livros recentemente lançados. Banzo, com Poesia Colírica, e Danislau, com Hotel Rodoviária, se apresentam juntos e separados, num espetáculo meio música-meio poesia, meio performance-meio show de rock, meio hotel-meio colírica, meio um-meio outro.

Duração: 40 min

Minibio (dos dois)
Enzo Banzo é músico e escritor. Com a banda Porcas Borboletas, lançou os discos Um carinho com os dentes (2005), A passeio (2009) e Porcas Borboletas (2013). Musicou poemas de Arnaldo Antunes, Paulo Leminski, Clara Averbuck, Marcelino Freire, Luís de Camões, Danislau, Cleusa Bernardes e Marco Aurélio Querubim, além de suas próprias letras. Poesia Colírica, livro de estreia do autor, é um lançamento das editoras Letramento e Quixote.

Danislau lê em inglês, italiano, alemão, espanhol, russo e francês. Mas entender, só entende o português. Hotel Rodoviária é seu segundo livro. Em 2005, lançou o primeiro: O heroi hesitante. Com a banda Porcas Borboletas, lançou três discos. É professor de Literatura, pesquisador na universidade, colunista de jornal. Vez ou outra, dá uma oficina sobre rock, canção, literatura, essas coisas. Danislau é mineiro de Patos de Minas, mas atualmente reside no bairro de Santa Cecília, em São Paulo.

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Brasil Street Art – Futebol Ídolos

17 fev
Foto: Merije

Foto: Merije

Foto: Merije

Foto: Merije

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Brasil Street Art – alguns

16 fev
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Merije

Vlog do Wagner Merije


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