Paulo Freire em imagens

Foto: Merije

Foto: Merije

Foto: Merije
Raul de Souza é um astro da música.
E Ron Carter é um gigante da música.
Fiz o registro do encontro dos dois para a turnê em Curitiba e Fortaleza.
O encontro inicial foi em Curitiba, PR, e aqui estão algumas imagens feitas com mobile phone (celular) no ensaio (rehearsal) e na passagem de som (sound check).
Na intimidade de dois mestres da música.
Todas as fotos feitas com celular /All pictures done with mobile phone.
No próximo post publico as fotos feitas com minha câmera Canon 7D.
Uma explosão de belas imagens. Aguarde!
Roma
Pés nas ruínas, sem rumo
Por entre os vão da história
Histórica Roma
De pés no chão
Te encontro
Na Fontana de Trevi
Trevo de amores
Sem eira nem beira
Nem prumo
Seguindo o fluxo
Para dar de frente, de peito
Com o Coliseum de Roma
O coração sai do leito
Im ou perfeito?
O caminho pelo mundo
No caminhar eu fundo
Passo a passo
Atravesso o Circo Massimo
Com muito respeito
Como guerreiro
Estreita ligação
E uma ligação em um celular perdido ali me faz lembrar
Que meus ancestrais eram carnívoros
E se eu não correr
Os leõs vêm me comer
Foto: Merije
Foto: Merije
Foto: Merije
Foto: Merije
Foto: Merije
Foto: Merije
Foto: Merije
Foto: Merije
Foto: Merije
Foto: Merije
No rastro da música e da lua
Meu corpo se compadecia
Foto: Merije
Foto: Merije
Foto: Merije
Foto: Merije
Foto: Merije
Ensaio poético-visual
Texto e fotos: Merije
Grafitti: Kobra (probably)
Raul de Souza havia tocado no Copacabana Palace em 1956, quando tinha 22 anos, no baile do Maestro Copinha.
57 anos depois ele voltou como estrela do 6º CopaFest.
E ele veio e mostrou toda a sua estrela e fez um show inesquecível.
Confira alguns momentos de Raul no Rio.
Neste Dia do Poeta (20/10), compartilhar poesia e pensamento é o que há!
República do Pão-de-Queijo
O cheiro do pão-de-queijo
Assando
Pode não iniciar uma revolução
Mas deixa o mineiro
De prontidão
Preparado para qualquer guerra
Foto: Merije
Acidente poético
Tá lá o poeta estendido no chão
Sem carteira assinada, sem plano de saúde
Atropelado por um ônibus que não parou
Não parou para a poesia passar
Voou livro para todo lado
Quebrou o sonho em sete partes
As vísceras de seu discurso estão à mostra
Já aglomeram muitos curiosos
Tem gente filmando no celular
Chama o Samu, 190
Parou o trânsito vira o caos
Parece que o cara tá mal
O poeta caído no chão
Ninguém chega para ajudar
Do seu bolso um poema novo escorre
Incompleto como aqueles ali olhando para ele
Tá sangrando poesia para todo lado
A polícia chega com a sirene a toda
A turba aproveita para gritar
Uma senhora começa a chorar
Não é a mãe mas é a única a acodir
Ajoelha nas páginas dos livros
E abraça o poeta destroçado
O poeta ali morre não morre
Mas a poesia era aquela mulher
Corajosa com um amor na mão
Viu que o homem ali caído
Podia ser um filho dela
Filho que ela nunca tivera
Mas na EJA, depois do trabalho
Descobriu na leitura um novo processo
Onde tudo que sonha é possível
E os homens do Samu vinham com a maca
Enquanto a polícia cercava o local
Os celulares registravam tudo
Corre aí
Dá oxigênio para o poeta
Que ele pode sobreviver
Vamos levar para o Pronto-Socorro
Que gente assim
Merece viver
“A poesia é um princípio muscular e uma revolução para o corpo-espírito e para o intelecto e o ouvido.
Criar imagens e cenas, mesmo quando se utiliza uma melodia, não é o suficiente.
É necessária uma poesia de pura beleza e energia que não mimetiza, mas se une e influi na realidade e enuncia as grandes visões diárias.”
– Michael McClure
Foto: Merije
Vlog do Wagner Merije