
O poeta, escritor e editor Wagner Merije, é convidado do Festival Literário de Ovar 2019, que ocorre na cidade litorânea portuguesa.
Esta é a quinta edição do evento.
No dia 15/09/2019, pelas 15h, Wagner Merije estará ao lado dos escritores Pedro Guilherme-Moreira, Pedro Teixeira Neves e Manuella Bezerra de Melo, para uma conversa com o público sobre poesia, prosa, literatura, edições em Portugal e no Brasil, sobre vida na literatura e vida na academia – a pauta é boa
A programação, que você pode conferir a seguir, está repleta de prestigiadas escritoras e escritores.
Post com a tag ‘universidade de coimbra’
Festival Literário de Ovar 2019 com Wagner Merije
2º Congresso ABRE em Paris

De 18 a 21 de setembro de 2019 acontece em Paris, França, o II Congresso da ABRE (Associação de Brasilianistas na Europa).
A abertura do evento é dia 18 de setembro (quarta-feira), às 9h, para os participantes.
Os painéis e sessões de comunicações, programados para acontecer na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), começam neste dia, às 13h30, e são abertos ao público.
Wagner Merije (Wagner Rodrigues Araújo), investigador na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, participa com a comunicação Distopias dos dois lados do Atlântico – José Saramago e Ignácio de Loyola Brandão e a vida no limbo.
Para mais informações, consultem a página do congresso:
http://abre.eu/congresso-abre-ii-2019/
Coragem com Boaventura de Sousa Santos
Jantar de confraternização das Aulas Magistrais 2019 ministradas pelo professor Boaventura de Sousa Santos no CES em Coimbra, Portugal. Aula 4 – 24 de maio 2019- “A religião, a espiritualidade e a política. O fim da era secular e o princípio de quê?”
Wagner Merije apresenta o poema “Coragem”, de sua autoria, cujas palavras conversam com temas debatidos por Boaventura, que assiste com um belo sorriso no rosto, junto de professores e investigadores de vários países.
Vídeo por Célia
Coimbra Cidade Livro Aberto

Oh! Safo_Foto Wagner Merije
Coimbra Cidade Livro Aberto – Caminhos da Palavra é uma mostra fotográfica que revela um pouco de Coimbra através das imagens e suas entrelinhas.
Um descortinar de olhares sensíveis e visões particulares.
Participam Felipe Vieira, Marcela Uchoa, Mick Maxwell, Susana Elaine, Bruno Macêdo Mendonça, Ana Baptista e Wagner Merije
“O verdadeiro fotógrafo, como de resto qualquer artista, deve escolher o caminho com o coração e nele viajar incansalvemente, contemplando como pessoa inteira tudo o que é vivo. Absolutamente íntegro, sem propósito alcançar, sem submissão a regras e fórmulas, sem necessidade de parecer brilhante ou original, só assim autêntico e livre pode captar o espírito criador em movimento. Aquele que mergulha na viagem do ver tem que estar com as portas da percepção sempre abertas, sabe que diante do eterno precisa esquecer de si próprio. A criação é o que importa, caminho de conhecimento, poderosa arma de encontrar o mundo. O ato criativo é contínuo e sem fim, a prática sempre renovada de contemplar humaniza a visão, anula verdades, permite a inventividade, realça o eu interior. A recompensa é a experimentação mística do encontro com a beleza. O fotógrafo sente neste momento fulgaz algo parecido com o satori zen budista, um momento de revelação, um indefinido e maravilhoso prazer. Nessa respeitosa relação consigo mesmo, o fotógrafo cria algo de original com espontaneidade e fluência, o observador se confunde com a coisa observada, o vazio se instaura, o que estava contido volta a pulsar, o que antes era pressentimento agora é realização. A pureza do seu diálogo, por mais fotos que faça, por mais poeira que tire dos olhos, continuará andando solitário com sua câmera, mas ele também sabe que está aprendendo outra arte bem maior, a arte de não ser coisa alguma, de não ser mais que o nada, de dissolver a si próprio no vazio entre o céu e a terra.”
Fernando Pessoa
LOCAL: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
Entrada do Anfiteatro III – 4º Piso
DATA: 05/04/2019 a 30/04/2019
21ª Semana Cultural da UC – Caminhos
Agradecimentos: Universidade de Coimbra, Equipa da Semana Cultural da UC, FLUC, colaboradores e amigos.
Idealização: Aquarela Brasileira Multimedia
Programação/Curadoria: Wagner Merije
Ecologia de Saberes – Boaventura de Sousa Santos e Wagner Merije
Encontro histórico e memorável do poeta e escritor Wagner Merije com o sociólogo e poeta Boaventura de Sousa Santos em Coimbra (25/05/2018), por ocasião do encerramento do ciclo de Aulas Magistrais na FEUC.
Foi no Restaurante O Casarão, em Santa Clara, em momento de trocas de ideias e de livros, confidências, afagos, poesia, cantoria e boa comida.
Wagner Merije participou também do encerramento da Aula Magistral em uma intervenção artística coletiva.
Na sexta-feira, 25/05/2018, vencemos mais um desafio na união entre a arte e a academia. Pegamos o resumo de todas as aulas do Boaventura de Sousa Santos e transformamos em uma intervenção poética coletiva.
Com Carlos Guerra Junior, Wagner Merije, Deniza Machado, Aristeo, Simone Marins, Ligia Bugelli, Carlos Henrique Piedade, Emiliana Neto, Pamela
Local: Faculdade de Economia (FEUC), Universidade de Coimbra, Portugal
Carlos:
Acalmem-se!
Os artistas pós-abissais chegarão!
E virão todos vestidos… De narrativas… de emancipação
Wagner Merije:
Nós já estamos aqui, somos todos nós
Mas precisamos nos despir
Do colonialismo, do capitalismo, do hetero patriarcado
Vestir novas linguagens
Descobrir (e assumir) que podemos fazer de uma sala de aula, uma zona libertada…
Deniza:
Pode a sala de aula, ser uma zona libertada?
Vai misturar conhecimento científico com cultura?
Isso é mais uma loucura do Boaventura
Que acha que tudo é campo de luta contra ditadura…
Aristeo
Calma! Afastem-se!
Não atirem contra o otimista trágico!
Não tenham medo!
Um outro mundo é possível, sim!
O nosso medo de mudanças radicais
É que tem sido o maior alimento da globalização hegemônica
Cada espaço que não ocupamos, o neoliberalismo ocupa
Precisamos nos alimentar com mais esperança e menos medo
E criar outra globalização
Simone:
É, mas vamos lutar de forma articulada
Se os opressores estão todos unidos
Nada de nos fragmentar
Toda luta feminista tem que ser anti-racista e anti-capitalista
Nem as contradições de qualquer luta podem ser motivo de nos separar
As contradições são do sistema. As resistências também serão contraditórias, vamos aprender a cada dia
Lígia:
Vamos diminuir as fronteiras, parceira!
Nos aproximar, encontrar os pontos de congruência
Descobrir em meios as ausências, um paraíso de competências
Vamos criar transformações radicais na nossa forma de sociabilidade
Emancipar, vencer barreiras e preconceitos
Pois assim, temos espaços para criatividade e novas subjetividades
Carlos Henrique:
Escuta!
Conhecimento se dá na luta! Não com verdade absoluta
Vamos transformar o pobre em rei e não deixar que ninguém esteja abaixo de lei
Lula Livre!
Direito pra todo mundo: Mulheres, negros, indígenas ou gay
Emiliana:
Vamos.. vencer a linha abissal e o fascismo social
Vamos.. caminhar para a cidade pós-abissal
Vamos.. valorizar a criatividade local
Vamos… incluir o rap, teatro do oprimido e sarau
Vamos… descolonizar o pensamento em Portugal
Pamela:
Quando aumentamos nosso poder de percepção pro sensível
Aprendemos a cada dia que…
Todos: Um outro mundo é possível!
Texto compilado por Carlos Guerra Junior










