Concerto do corpo (1)

11 dez

No rastro da música e da lua
Meu corpo se compadecia

Foto: Merije

Foto: Merije


Pilatus não!
Pilates, para ficar elastic!
E eis que hoje
Dou voltas no meu corpo
Foto: Merije

Foto: Merije


E ponho a banda para tocar
O maior bike and roll
Foto: Merije

Foto: Merije


E chamo os amigos para dançar
E chamo os amigos para tocar
Foto: Merije

Foto: Merije


O corpo é espantalho
Palhaço às vezes
Foto: Merije

Foto: Merije

Ensaio poético-visual
Texto e fotos: Merije
Grafitti: Kobra (probably)

Share

No cactus cromo-tecnológico tirando poesia das máquinas

10 dez

A partir de Paulo Freire: ” (…) não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo… não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo; Devo usar toda possibilidade que tenho para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes (…)”

suprasensorial_mosaico 2

No cactus cromo-tecnológico tirando poesia das máquinas
Festival Visual Brasil – Barcelona, Espanha, 2012
Foto: Bia Ferrer

Share

Foi com os livros que eu comecei a viajar

07 dez

Mobimento_Merije_Livraria Cultura_SP_121020133346

Foi com os livros que eu comecei a viajar… e a viagem continua… na livraria Cultura, em São Paulo, com o livro “Mobimento“, finalista do Prêmio Jabuti 2013

Foto: Roberta Scatolini

Share

É fantástico

03 dez

Tenho cerca de 50 músicas registradas na UBC (União Brasileira de Compositores) e gravadas por artistas como Marku Ribas, Reco Bastos, The Paula, Coletivo Universal, Kiko Klaus, Aline Calixto, Pipo Pegoraro, Raul de Souza, Vanessa Farias, Kícila Sá, Juliano Mourão, Julia Ribas, além de por mim mesmo, nos meus discos.

Acontece que uma delas vem se tornando, digamos, “mais famosa”: o título é “Mil Maravilhas“.
É uma música de amor diferente, eletrônica brasileira, suingada, compasso 6/4, que criei para um projeto “erótico” de DVD que nunca saiu.

Primeiro ela foi escolhida para entrar no documentário “Beyond Ipanema“, fazendo fundo para Tom Zé falar sobre a música brasileira no mundo. O doc. então virou série de 13 episódios no Canal Brasil.

Recentemente ela foi fazer bonito no “Fantástico”, da Rede Globo, no quadro “Mago da Cozinha”, com o chef Felipe Bronze.
Toda vez que o convidado do chef provava e aprovava uma de suas receitas, tocava “Mil Maravilhas” como o “som da aprovação!”
Prove uma carne de sol com mandioca e outras especiarias
Prove também um bom churrasco
É fantástico ter uma música minha no programa de maior audiência da tv brasileira, junto com comidas gostosas feitas por um chef talentoso!

Que essa música (e outras) voem muito por aí! Para o alto e avante!

Ah: tem a “Liga Lize (para refletir sobre a verdade)” que está na coletânea da Smoking Black.

Tem a “Deus criou o beat (God created the beat)” que está na programação das MTVs Brasil, UK, Asia e Austrália, no VH1 e em outros canais de televisão.

Tem a “Chao & Pigalle” que está na coletânea “Delicadencia”

Ouça essas e outras aqui, no Merije’s Player

Merije_Samba Hero_2013-08-12

Share

Sarau do Memorial com João Diniz e convidados

20 nov

MMGV_sarau_novembro_joaodiniz_th_101513-1_inteiro

…… O arquiteto João Diniz apresenta a performance multimídia ‘Cidades Visíveis’ no projeto Sarau do Memorial no Memorial Minas Gerais Vale em Belo Horizonte, no domingo 24 de novembro em duas seções às 11:00 e 13:hs.
A performance que une poesia, fotografia, vídeo e música, acontece para marcar o lançamento do novo livro de João Diniz o ‘Visible Cities’ que é um relato em fotografia e texto poético de 14 cidades por ele visitadas no Brasil, América do Norte e Europa (ou sejam: Paris, Nova Iorque, Rio de Janeiro, Lisboa, Montreal, Cracóvia, São Paulo, Roma, Varsóvia, Barcelona, Brasília, Sofia, Miami e Gdansk).
A apresentação contará com a presença de João Diniz que fará leitura de textos do livro junto com a jornalista Daniella Zupo, serão também apresentadas fotografias da edição e sons compostos pelo autor. A projeção das imagens ficará por conta de Renata da Matta e Isabel Diniz e a curadoria do projeto Sarau do Memorial é de Wagner Merije.
Este trabalho propõe um diálogo com o conhecido livro ‘Cidades Invisíveis’ de ítalo Calvino onde este autor italiano descreve cidades inexistentes e imaginárias e pode também ser entendido como uma abordagem possível de ser feita por qualquer pessoa que queira interagir com cidades e espaços diversos. Desta forma a performance e a edição podem ser entendidas como um ‘procedimento itinerante’, uma proposta aberta e interativa.
O livro é uma edição bilíngüe (português/inglês) de 420 páginas com fotografias, textos e projeto gráfico do autor, tradução e tratamento de imagens de Luiza Ananias (bolsista Fumec) e colaboração de Carolina Araújo (bolsista Fumec) e Isabel Diniz. Textos do posfácio por Marcílio Gazzinelli, Fábio de Carvalho, Carminha Macedo, Marcelo Xavier e Álvaro Gentil. Edição da transBooks, apoio do programa Propic da Universidade Fumec e pode ser visualizado na íntegra e adquirido no link http://br.blurb.com/b/4425225-visible-cities

Serviço:

– Evento: João Diniz no Sarau do Memorial com Daniella Zupo, Renata da Matta e Isabel Diniz
– Local: Memorial Minas Gerais Vale
– Endereço: Praça da Liberdade, s/nº, esquina com Rua Gonçalves Dias
– Horário:11:00hs e 13:00hs (duas apresentações)
– Data: 24/11/13, domingo
– Preço: Entrada franca

Share

Coletivo Universal style

13 nov

Kícila Sá, a mais nova integrante do estelar Coletivo Universal, mostrou que tem estilo. E muito!
Confira as fotos com as novas camisetas do Coletivo.

E ouça a musicona que ela gravou

Coletivo Universal style 1_Kícila Sá

Coletivo Universal style 2_Kícila Sá

Coletivo Universal style 3_Kícila Sá

Share

Cada um é parte do coletivo (Each one is part of the collective)

12 nov

CADA UM É PARTE DO COLETIVO – Isso vale na música, no dia-a-dia, no condomínio… E é o que quis dizer nessa letra poética, cantada sobre um violão de praia, solto… O clipe é uma viagem, uma colagem de imagens, com a participação de amigos muito especiais como Pipo Pegoraro, Rodrigo Guimarães, Roberta Scatolini, Ricardo Vj Eletroiman, Tata Fernandes, Daniel Guadalupe, Vanessa Farias, Gil Duarte, David Bemfica, Diogo Regis, George Neri, Túlio Robles, Walda Araujo, Valquiria Araujo, Julia Laniado. Contém imagens de shows em Barcelona, Roma, Havana…

Acompanhe a letra e cante junto/ Check out the lyrics and sing along:

Os amigos, amigas, a família,

A galera do trabalho e da facul

O time, a turma e a cia

A tribo, a gangue e a crew

O cara que vai pegar o táxi

A moça que vai receber a flor

O professora que faz arte

O padre, o juiz e o doutor

A dona que trabalha em casa

O porteiro do elevador

A gatinha que quer ser modelo

O tigrão que quer ser ator

As árvores, flores e bichos

Seres de outros planetas

Todo mundo que estiver comigo

Até Romeu e Julieta

Cada um é parte do coletivo

Levanta a mão quem está vivo – 4x

Passagem

O Pipo, Rodrigo, a Roberta

O Dani, o Rick e o Caetano

A Tata, o David e o Toddy

Os brothers e os manos

A bonita, o feio e o gordinho

Homem, menina ou mulher

Romário, Pelé ou Ronaldinho

Quem está sentado ou de pé

Cada um é parte do coletivo

Levanta a mão quem está vivo – 4x

Passagem

Cada um é parte do coletivo

Levanta a mão quem está vivo – 4x

“Essa é prá balançar todo mundo que acredita que no poder do coletivo, no poder da união, no poder de trabalhar junto em prol de um pais melhor, em prol de um planeta melhor.
E essa também é para quem pensou que a gente estava dormindo. A gente está de pé, de pé e com muita fé.”

Share

Raul de Souza – Alma do Rio / Soul of Rio

05 nov

Raul de Souza havia tocado no Copacabana Palace em 1956, quando tinha 22 anos, no baile do Maestro Copinha.
57 anos depois ele voltou como estrela do 6º CopaFest.
E ele veio e mostrou toda a sua estrela e fez um show inesquecível.
Confira alguns momentos de Raul no Rio.

Share

O chapéu do Chacrinha

25 out

Encontrei essa foto do Chacrinha vestindo um chapéu feito com a bandeira de Minas Gerais e acabou dando poesia:

O chapéu do Chacrinha

………

Minas Gerais tá na cabeça
Tá na cabeça do Chacrinha
Toda solta na avenida
No carnaval desinibida
Tropicalista, zenbudista
De vermelho e branco
Minas Gerais vai desfilando
Na cabeça do Chacrinha
Minas Gerais tá na cabeça
Tá na cabeça do Chacrinha
Doida para pirar
Achando que hoje é carnaval
Paranormal, suprasensorial
O tempo vai passando
Minas Gerais vai desbundando
Na cabeça do Chacrinha

Subversiva mãe de ferro
De tetas fartas
De noites longas e dias úteis
A mim não basta
Quero cantar-te nos meus versos
Deusa lunática
Faz meu fogo (fátuo) minha arte
Dança no cemitério
Enquanto estás viva
Muito viva enquanto gozastes
De tudo que a todos oferece
Põe teus seios na minha cesta
A ti a vida e o vinho eu ofereça
Vem, vem cantar-te nos meus braços
Te quero inteira furacão sem avisar
Inunda, se solta, goza, deixa gritar

Me prende entre mistérios gozosos
Abre seus secretos universos gostosos
Minas Gerais tá na cabeça
Tá na cabeça do Chacrinha

Publicada no livro “Viagem a Minas Gerais”

Share

Improviso em Pequim

21 out

Allen Ginsberg (Newark, EEUU, 1926-1997)

Improviso em Pequim

Eu escrevo poesia porque a palavra Inglesa Inspiração vem do Latim Spiritus, respiração, eu quero respirar livremente.
Eu escrevo poesia porque Walt Whitman deu permissão mundial para falar com candor.
Eu escrevo poesia porque Walt Whitman abriu os versos da poesia para a respiração desobstruída.
Eu escrevo poesia porque Ezra Pound viu uma torre de marfim, apostou num cavalo errado, deu aos poetas permissão para escrever no idioma vernacular falado.
Eu escrevo poesia porque Pound indicou aos jovens poetas do Ocidente que olhassem para as palavras da escrita pictográfica chinesa.
Eu escrevo poesia porque W. C. Williams que vivia em Rutherford escreveu o Novajerseyês “I kick yuh eye”, perguntando, qual a medida disso em pentâmetro iâmbico?
Eu escrevo poesia porque meu pai era poeta minha mãe vinda da Rússia que falava Comunista, morreu numa casa de loucos.
Eu escrevo poesia porque meu jovem amigo Gary Snyder pôs-se a observar seus pensamentos como parte dos fenômenos do mundo exterior exatamente como numa mesa de conferência em 1984.
Eu escrevo poesia porque eu sofro, nascido que sou para morrer, pedras nos rins e pressão alta, todo mundo sofre.
Eu escrevo poesia porque eu fico confuso por não saber o que as outras pessoas pensam.
Eu escrevo porque a poesia pode revelar os meus pensamentos, curar minha paranóia e
também a paranóia de outras pessoas.
Eu escrevo poesia porque minha mente vagueia entre assuntos de sexo política meditação Buddhadharma.
Eu escrevo poesia para fazer boa imagem da minha própria mente.
Eu escrevo poesia porque tomei os Quatro Preceitos do Bodhisattva: a sensibilidade a ser liberada das criaturas é inumerável no universo, minha própria ignorância gananciosa corta a infinitude da verdade, as situações em que encontro a mim mesmo enquanto o céu está ok são incontáveis, e o caminho da mente desperta não tem fim.
Eu escrevo poesia porque essa manhã eu acordei tremendo com medo o que é que eu tinha pra dizer na China?
Eu escrevo poesia porque os poetas Russos Maiakóvski e Iessênin cometeram suicídio, alguém mais precisa falar.
Eu escrevo poesia por causa do meu pai que recitava o poeta Inglês Shelley e o poeta americano Vachel Lindsay em voz alta dando exemplo grande alento de inspiração.
Eu escrevo poesia porque escrever sobre sexo é censurado nos Estados Unidos.
Eu escrevo poesia porque milionários de Leste a Oeste dirigem Limousines Rolls-Royce e pobres não têm dinheiro nem para ir ao dentista.
Eu escrevo poesia porque meus gens e cromossomas se apaixonam por garotos e não por garotas.
Eu escrevo poesia porque não tenho responsabilidades dogmáticas de um dia pro outro.
Eu escrevo poesia porque eu quero estar sozinho e quero falar para as pessoas.
Eu escrevo poesia para me voltar e falar com Whitman, jovens aos dez anos falam com velhas tias e tios que vivem ainda nas proximidades de Newark, Nova Jersey.
Eu escrevo poesia porque ouvi negro blues no rádio em 1939, Leadbally e Ma Rainey.
Eu escrevo poesia inspirado pela alegre juventude das canções envelhecidas dos Beatles.
Eu escrevo poesia porque Chuang-Tzu não podia dizer se era homem ou borboleta, Lao-Tzu disse que a água flui montanha abaixo, Confúcio disse para honrar os mais velhos, eu quis honrar Whitman.
Eu escrevo poesia porque ovelhas e gado superalimentados vindos da Mongólia para o Ocidente Selvagem dos Estados Unidos destróem a grama nova e a erosão criam desertos.
Eu escrevo poesia calçando sapatos com pele de animal.
Eu escrevo poesia “Primeira idéia, melhor idéia” sempre.
Eu escrevo poesia porque não idéias são compreensíveis exceto se manifestadas em determinados minutos: “Não idéias mas nas coisas”.
Eu escrevo poesia porque o Lama Tibetano diz, “Coisas são símbolos delas mesmas”.
Eu escrevo poesia porque as manchetes de jornal são um buraco negro em nossa galáxia-central, nós somos livres para noticiar isto.
Eu escrevo poesia por causa da Primeira Guerra Mundial, a Segunda Guerra Mundial, a bomba nuclear e a Terceira Guerra Mundial se queremos isto, eu não preciso disto.
Eu escrevo poesia porque meu primeiro poema Uivo não precisou ser publicado para ser perseguido pela polícia.
Eu escrevo poesia porque meu segundo longo poema Kaddish homenageava o parinirvana da minha mãe num hospital psiquiátrico.
Eu escrevo poesia porque Hitler matou seis milhões de judeus, eu sou judeu.
Eu escrevo poesia porque Moscou, segundo Stálin, exilou 20 milhões de Judeus e intelectuais na Sibéria, 15 milhões deles nunca voltaram para o Café Stray Dog de São Petersburgo.
Eu escrevo poesia porque eu canto quando sinto que estou sozinho.
Eu escrevo poesia porque Walt Whitman disse “Eu me contradigo? Muito bem, então eu me contradigo (Sou vasto, contenho multidões.)”
Eu escrevo poesia porque minha mente se contradiz, um minuto em Nova York, o próximo minuto nos Alpes Dináricos.
Eu escrevo poesia porque minha cabeça contém 10.000 pensamentos.
Eu escrevo poesia porque não tem razão não tem porquê.
Eu escrevo poesia porque é o melhor caminho para dizer tudo o que penso dentro de 6 minutos ou uma vida inteira.

(Tradução de Leo Gonçalves. Publicada originalmente na revista de Autofagia #3. Belo Horizonte, 2009)

Ginsberg

Share

Merije

Vlog do Wagner Merije


Translate »