
Cavalos
Ia pela estrada
e lá pelo meio do caminho
dois cavalos passaram correndo
em silêncio, pianinho
não se sabe por quê se sonha
com cavalos brancos correndo
são como diamantes voando
a sacudir o pensamento
(inconsciente presente)
melhorar a visão dos outros
como um polidor de lentes
como uma passagem entre / vôo
cavalos ou são alumbramento
a visão que cega é tamanha
beiradas do esquecimento
a vida, a expectativa, o equilíbrio, a sanha
alinhar o corpo fora da linha do açoite
das patas às crinas, rabo e natureza
partir do dia e chegar à noite
fé em si, deus é outra certeza
na areia ficam as ferraduras
o universo é uma desordem natural
ferros por entre a carne e pra alma
o universo é uma desordem natural
o olho é maravilhosamente divindade
o universo é uma desordem natural
nas coisas deusas como elas são
o universo é uma desordem natural
***
(um poema de Wagner Merije)

São Paulo em conto, prosa e verso pelas palavras de Alessandro Buzo, Alex Richards, Amara Moira, Ana Maria González, Andrea Pelagagi, Bruno Brum, Brunno Almedia Maia, Daniel Arruda, Dennis de Oliveira, Erika Balbino, Fábio Bardella, Gu Tramontin, Janaina Abreu, Jenyffer Nascimento, João Diniz, Jonas Worcman, José Santos, Lívia Prado, Paulo Rafael, Pedro Gabriel, Roberta Scatolini, Selma Maria + Nina Anderson, Vanessa Farias, Wagner Merije e do saudoso Mário de Andrade.


















